Enquanto boa parte do mundo ainda tem que lidar com a pandemia do coronavírus, a economia da China dá sinais de que já superou a crise, segundo reportagem da CNBC.
Um indicativo para isso pode ser o preço das commodities. Atualmente, a China é o maior comprador mundial de cobre, de modo que sua demanda de consumo influencia os preços globalmente.
No final do mês passado, o cobre atingiu seu preço mais alto em cerca de uma década. No entanto, desde então os preços caíram cerca de 6%, de acordo com dados da London Metal Exchange.
“A China continua sendo uma grande fonte de demanda por commodities, mas que está se expandindo mais lentamente”, disseram analistas do Instituto de Finanças Internacionais em nota à CNBC.
Eles apontaram que, em contraste com as políticas que ajudaram a impulsionar um aumento nos preços das commodities há mais de uma década, Pequim vem usando medidas de estímulo mais conservadoras para enfrentar a pandemia.
Daqui para frente, os analistas acreditam que a China use “estímulos políticos com mais moderação” e cresça a um ritmo mais lento de 5% a 6%. Como consequência, mercados emergentes não serão tão impulsionados como no passado.
Em meio a pandemia, China cresce
A China foi a única grande economia a se expandir em 2020, registrando crescimento do PIB de 2,3%.
Isso apesar de uma contração de 6,8% no primeiro trimestre, quando o país foi o primeiro do mundo a lidar com a pandemia e suas restrições econômicas.
A economia da China voltou a crescer no segundo trimestre do ano passado (+3,2%), à medida que os negócios foram autorizados a reabrir gradualmente, após medidas rigorosas de bloqueio.
Como as fábricas no resto do mundo ainda lutam contra restrições relacionadas à pandemia, a alta demanda global por equipamentos de proteção individual fabricados na China e outros produtos também ajudou a impulsionar as exportações do país.
No entanto, a incerteza sobre o rendimento futuro resultou em uma contração nas vendas no varejo no ano passado.
A taxa de desemprego urbano também subiu de 5,2% em dezembro para 5,5% em fevereiro, com a categoria de 16 a 24 anos registrando uma taxa de desemprego muito maior, em torno de 13% no mês passado, informou a reportagem da CNBC.






