A XP Investimentos realizou reunião com o CEO da Automob (AMOB3), Sebastian Dario Los, e o diretor de relações com investidores, Paulo Prado, e saiu com a recomendação de compra reafirmada.
O encontro cobriu os cinco principais vetores da tese: produtividade operacional em veículos leves, pressão cíclica em máquinas agrícolas, recuperação em caminhões e ônibus, avanço das montadoras chinesas e iniciativas de F&I e pós-venda.
Veículos leves e capital de giro em melhora
No segmento de veículos leves, as iniciativas operacionais estão gerando resultados concretos.
“A Automob avançou em produtividade de lojas, integração de sistemas e upgrades de unidades, impulsionando maiores vendas por loja e melhor capital de giro”, destaca o relatório da XP.
A expansão de seminovos segue como prioridade, com meta de atingir a relação de 1 usado para cada novo vendido, sem comprometer a rentabilidade consolidada. A unificação do CRM, prevista para agosto de 2026, é vista como principal catalisador para maior monetização da base de clientes integrada.
Agro pressiona, mas gestão descarta saída do segmento
Máquinas agrícolas segue como o principal fator de pressão nos resultados, mas a gestão é categórica ao classificar o problema como cíclico.
“O estoque próprio foi significativamente reduzido na comparação anual, de mais de R$ 600 milhões para cerca de R$ 330 milhões, e o estoque mais recente apresenta margens superiores”, aponta o relatório.
A gestão destaca o potencial de geração de resultados com a normalização da demanda e o papel estratégico do segmento na diversificação do portfólio como razões para mantê-lo.
Chineses avançam e caminhões devem recuperar no 2T26
“O Move Brasil 2, programa recente do governo que oferece financiamento subsidiado para caminhões e agora também ônibus, deve estar plenamente operacional até o fim de maio e deve impulsionar uma recuperação relevante no 2T26”, projeta o relatório, citando demanda represada já confirmada no pipeline comercial da empresa.
No segmento de montadoras chinesas, a Automob já possui exposição acima da média do mercado a esses fabricantes — o que a posiciona bem para capturar a tendência.
“Marcas chinesas devem continuar expandindo no Brasil, com maior impacto no segmento de R$ 150-200 mil, enquanto novos lançamentos tendem a avançar gradualmente para faixas de preço mais baixas”, conclui o relatório da XP.






