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BTG (BPAC11) vê expansão para Hapvida (HAPV3) e mantém recomendação de compra

BTG (BPAC11) vê expansão para Hapvida (HAPV3) e mantém recomendação de compra

O Banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou em seu relatório, nesta segunda-feira (14), novos dados sobre a fusão entre a Hapvida (HAPV3) e o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3). De acordo com o banco, deverá ocorrer um crescimento orgânico de 3 milhões de novos membros até 2025, e desta forma, a HAPV3 terá cerca de 12 milhões de beneficiários. Este número representa o percentual de 22% de participação no mercado.

Com isto, o BTG manteve a recomendação de compra, com o preço-alvo em R$ 15,50.

O relatório aponta possíveis caminhos para a expansão da empresa, e segundo o banco, existe a previsão de grandes perspectivas de crescimento para a HAPV3 com o EPS CAGR de 32% em três anos. O BTG ainda destacou o preço/lucro da companhia, que será negociado a 22,5x no período.

O valuation da Hapvida parece ser bastante positivo, e por isso,  o valor da ação no preço-alvo à R$15,5 representa um bom potencial de alta, na faixa dos 30%.

BTG Pactual (BPAC11): 1 milhão de beneficiários em três anos

As sinergias de receitas da HAPV foram consideradas boas para o banco BTG, e dentro deste prisma, existe uma previsão de lucros na faixa de R$ 4 bilhões através de receitas oriundas de planos nacionais corporativos, individuais e de serviços hospitalares. Este bom momento da empresa simboliza uma margem de 20%, o que garante o valor de R$ 800 milhões de acréscimo no Ebitda.

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De acordo com o relatório, a HAPV3 pretende atingir a marca de mais de 1 milhão de novos beneficiários em três anos com a fusão com o Grupo NotreDame. Vale lembrar que a empresa, sozinha, encontrou obstáculos na venda de seus planos corporativos devido  a ausência de soluções para cobertura nacional.

Alerta

A Hapvida obteve um aumento de R$ 580 milhões em seu Ebitda, o que representa um ganho na margem de 2%, o que é considerado baixo. Vale destacar que estes números são iniciais e visam analisar algumas oportunidades de aquisições conjuntas.

Outro aspecto a ser analisado são os benefícios fiscais. De acordo com a instituição financeira, o VPL dessas sinergias representam R$ 30 bilhões, ou seja,  34% do valor total da companhia. O principal risco para a HAPV3, neste momento,  são estes números associados a um plano de crescimento orgânico da empresa.

Crescimento orgânico

O guidance, que consiste em uma série de informações e referências a longo prazo disponibilizados por uma companhia, obteve o número de R$ 1,38 bilhões em relação as sinergias anuais. Deste valor, R$ 800 milhões (58%) representam as sinergias de receita, R$ 330 milhões (24%) as sinergias de custos e R$ 250 milhões (18%) as sinergias de despesas. A Hapvida espera ter uma despesa entre R$100 e R$ 150 milhões até 2024.

De acordo com o relatório, o VPL deverá superar a marca dos R$ 5 bilhões com a amortização do ágio e com a fusão entre a HAPV3 e a GNDI3.  Estes são dados mais conservadores, já que a incorporação por completo deverá ocorrer em quatro anos.

Ainda existe a expectativa de um bom CAGR, o que representa um Ebitda de 25% com lucro de 34% nos próximos três anos.

Conclusão

O Grupo NotreDame Intermédica obteve a receita líquida de R$ 900 milhões em 2021, e com a incorporação, é previsto um lucro de R$ 1,2 bilhões para 2022. Já a Hapvida obteve dificuldades em relação a sua cobertura nacional, e ao incorporar a GDNI3, existe a previsão de aumento de 1 milhão em seus membros e sócios.

Para o BTG Pactual, a HAPV3 terá uma taxa média de crescimento de 3,5%, o que representa uma maior participação no mercado dentro do seguimento de saúde.

Com um plano de crescimento orgânico e com adições líquidas trimestrais, a nova empresa poderá chegar ao número de 3 milhões de sócios até 2025, o que irá totalizar 12 milhões de membros. Em relação a participação no mercado, estima-se que a Hapvida alcance a marca de 22%, até 2025,  o que é 4% acima do comparativo com 2022.