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Oi (OIBR3): após aprovação da venda do serviço móvel vale a pena investir?

Oi (OIBR3): após aprovação da venda do serviço móvel vale a pena investir?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

17 Fev 2022 às 23:19 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

17 Fev 2022 às 23:19 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Oi

Divulgação

A instabilidade é o maior receio de investidores que desejam apostar em ações da Oi (OIBR3), afinal a empresa está em recuperação judicial desde 2016. E recentemente obteve autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para a venda da telefonia móvel para as concorrentes Tim (TIMS3), Vivo (VIVT4) e Claro.

Apesar de um cenário turbulento, as ações da companhia valorizaram 47% em um mês. Porém, o valor de cada ação permanece abaixo de R$ 1.

OIBR3

A empresa de telefonia deu entrada em seu processo de recuperação judicial devido a uma dívida líquida de R$ 65 bilhões, que foi reduzida para R$ 29,9 bilhões.  Apesar de conter o prejuízo, a OIBR3 ainda sofre com o déficit em seu caixa. E por isso, a aprovação de venda da operadora representa um novo fôlego intitulado “Oi do Futuro”,  que irá contar com um modelo de negócios mais enxuto focado em conexão de banda larga

Em relação ao processo de recuperação judicial, a supervisão da Oi será encerrada em março deste ano, em sessão que irá acontecer na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Esta condição não representa o término da relação entre empresa e credores, e sim, um novo recomeço para a companhia com foco em suas operações.

Estrutura da Oi (OIBR3)

O Banco BTG Pactual (BPAC11) mantém 57,9% do capital da Oi. Vale destacar, que a instituição financeira investiu R$ 12,9 bilhões na OIBR3.

Esta parceria serve de incentivo para os investidores que buscam a estabilidade em uma empresa, já que a companhia de telefonia conta com um dos maiores bancos de investimentos do Brasil e da América Latina como acionista. Outra companhia de peso alinhada a Oi, é a V.Tal, que atua com infraestrutura de fibra ótica e integra o grupo InfraCo.

A união entre BPAC11 e V.Tal pode simbolizar um excelente momento para a Nova Oi, que busca a consolidação no mercado e estima-se a expansão da rede, com possibilidade de atingir localizações remotas.

Balanço do 3TRI21

O 3TRI21 da Oi foi considerado positivo devido ao aumento da fibra e a queda no cobre. Este bom momento da Oi está associado ao término da recuperação e ao início de processo de consolidação, o que pode simbolizar um aumento gradativo na receita líquida e no Ebitda da companhia ao longo de uma década.

Existe a previsão de um aumento na receita líquida de R$ 10 bilhões para R$ 25 bilhões, isto é, em uma década. A curto prazo, a OIBR3 consegue antever um aumento de R$ 15 bilhões no ano de 2024.

Em relação ao Ebitda existe a perspectiva de aumento no valor de R$ 2 bilhões, deste ano, para a marca de R$ 10 bilhões em 2030. O EV/ ebitda tende a cair de 11,2x para 6,7x em 2022 para a 2x no mesmo período.

Vale a pena comprar ação da Oi?

A previsão de lucro da “Nova Oi” é de dois anos, e a solução neste período, é a redução do tempo para que o pagamento possa garantir um retorno acelerado para o investidor.  É previsto o valor EV de 2x para 2030, considerado adequado para a OIBR3 e seus acionistas.

Outro aspecto relevante é a possível redução na dívida líquida em uma década, cujo valor estimado é de R$ 10 milhões. O Ebitda – sobre a dívida líquida pode obter queda e atingir o valor de 2,4x no período, o que é mais acessível que o atual 8x da empresa em 2022.

Em relação as ações é previsto o valor de R$ 2 a longo prazo, com o preço-alvo em linha. O entrave pode ser as altas taxas de juros do Brasil, o que representa um maior desconto no valuation da OIBR3.

Por fim, comprar ações da Oi, neste momento, simboliza um negócio arriscado. Para o investidor que quer apostar na empresa, o caminho mais correto é a prudência com pequenos investimentos.

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