O Tesouro Direto hoje (8) apresentava forte queda nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 12h03. A volatilidade foi tamanha durante a manhã que o programa chegou a suspender temporariamente as negociações desses papéis para atualizar os preços.
As operações foram retomadas posteriormente, com o site do Tesouro Direto indicando o mercado aberto. A maior queda aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja rentabilidade recuava de 12,94% para 12,71% ao ano ante a referência de quarta-feira (7). A diferença corresponde a 0,23 ponto percentual.
Com a redução da taxa, o preço unitário do papel avançou de R$ 872,56 para R$ 883,98, ganho de R$ 11,42, ou aproximadamente 1,31%.
O Tesouro Prefixado 2032 recuou de 12,83% para 12,64%, enquanto seu preço subiu 0,93%, para R$ 539,12. Já o Prefixado 2029 cedeu de 12,48% para 12,39% ao ano.
Entre os títulos indexados à inflação, o IPCA+ 2032 registrava o maior recuo, de 0,17 ponto percentual, para IPCA + 6,74% ao ano. O preço do papel avançava 0,98%, de R$ 3.223,50 para R$ 3.255,09.
A valorização acompanha a relação inversa entre preços e taxas provocada pela marcação a mercado.
Cenário eleitoral provoca virada dos juros futuros
Os contratos de juros futuros começaram o pregão em alta, acompanhando a disparada do petróleo e o avanço dos rendimentos dos títulos públicos americanos. O movimento, porém, perdeu força e as taxas passaram a cair durante a manhã.
Na abertura, o DI para janeiro de 2029 estava em 12,47%, enquanto os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 marcavam 12,63% e 12,74%, respectivamente. Por volta das 11h43, janeiro de 2029 havia recuado para 12,325% e janeiro de 2031 caía para 12,42%. O DI para janeiro de 2037 marcava 12,62%.
O alívio ocorria apesar de o petróleo Brent superar US$ 105 por barril e de o rendimento do Treasury de dez anos avançar para 5,301%.
No ambiente doméstico, o mercado continuava repercutindo o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Uma pesquisa PoderData/Aya divulgada pela manhã mostrava Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial, com 53% para o Senador e 47% para o petista. Os investidores também aguardavam a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno.
A possibilidade de alternância de poder e de mudança na condução da política fiscal continuava reduzindo o prêmio exigido nos ativos brasileiros. A brusca mudança de direção das taxas, depois de uma abertura pressionada pelo exterior, ampliou a volatilidade e levou à interrupção temporária das negociações no Tesouro Direto.
Leia também:
Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 12h03 desta quinta-feira, comparadas com a referência de quarta-feira (7):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,39% ao ano — queda de 0,09 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,64% ao ano — queda de 0,19 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,71% ao ano — queda de 0,23 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0874% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,74% — queda de 0,17 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,78% — queda de 0,13 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,64% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,64% — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,59% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,57% — queda de 0,02 p.p.






