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Tesouro Direto hoje: IPCA+ volta a superar 8% e prefixados encostam em 16% com temor fiscal

Tesouro Direto hoje: IPCA+ volta a superar 8% e prefixados encostam em 16% com temor fiscal

Taxas dos Prefixados 2032 e 2037 avançam 0,47 ponto percentual, enquanto o preço do IPCA+ 2050 cai 3% nesta terça-feira

O Tesouro Direto hoje (3) retoma as negociações após o feriado de Finados com forte alta nas taxas por volta das 12h04. Segundo dados do Tesouro Direto, o IPCA+ 2032 voltou a oferecer rentabilidade real superior a 8% ao ano, enquanto os prefixados mais longos se aproximavam da marca de 16%, em meio ao aumento das preocupações com a política fiscal.

O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 7,89% na sexta-feira (30) para IPCA + 8,02%, avanço de 0,13 ponto percentual. O preço unitário caiu de R$ 3.083,90 para R$ 3.063,76, recuo de aproximadamente 0,65%.

Entre os prefixados, os vencimentos de 2032 e 2037 registravam as maiores altas da sessão, de 0,47 ponto percentual. O Prefixado 2032 subiu de 15,31% para 15,78% ao ano, enquanto o papel com juros semestrais de 2037 passou de 15,15% para 15,62%. O vencimento de 2029 avançou de 14,89% para 15,30%.

A elevação das taxas derrubou os preços por causa da relação inversa da marcação a mercado. O maior recuo aparecia no IPCA+ 2050, cujo preço caiu de R$ 908,63 para R$ 881,36, perda de R$ 27,27, ou aproximadamente 3%.

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Focus e incerteza fiscal pressionam juros

A alta acompanhava a forte abertura dos juros futuros, pressionados pelas dúvidas sobre a trajetória da dívida pública e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O primeiro Boletim Focus após a eleição mostrou piora nas expectativas para inflação e juros. A projeção para o IPCA de 2027 subiu de 4,34% para 4,76%, enquanto a estimativa para a Selic ao fim do próximo ano avançou de 11,75% para 12,50%. Para 2026, a previsão da taxa básica passou de 13,25% para 13,50%.

Por volta das 11h46, o DI para janeiro de 2029 estava em 15,24%, ante 14,935% no fechamento de sexta-feira. Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2035 avançavam para 15,61% e 15,645%, respectivamente, alta de aproximadamente 0,40 ponto percentual em ambos os casos.

A pressão ocorria às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária. O mercado passou a considerar maior possibilidade de manutenção da Selic em 13,75% diante da piora das expectativas de inflação e do aumento dos prêmios de risco.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 12h04 desta terça-feira, comparadas com a referência de sexta-feira (30):

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 15,30% ao ano – alta de 0,41 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 15,78% ao ano – alta de 0,47 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 15,62% ao ano – alta de 0,47 p.p.

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,1057% ao ano – praticamente estável

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,02% – alta de 0,13 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,91% – alta de 0,15 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,69% – alta de 0,14 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,60% – alta de 0,13 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,41% – alta de 0,14 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,55% – alta de 0,14 p.p.