O Tesouro Direto voltou a registrar atraso na abertura nesta terça-feira (27) e manteve restrições à negociação de títulos prefixados e atrelados à inflação. Os juros futuros recuavam nesta manhã após a disparada de ontem depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na consulta à página oficial às 11h34, o programa já indicava mercado aberto, mas a lista exibia apenas o Tesouro Selic 2031 e o Tesouro Reserva 2036. Os prefixados e títulos IPCA+ não apareciam entre as opções disponíveis naquele momento.
“Você pode estar vendo apenas os títulos do Tesouro SELIC porque os preços dos demais títulos podem estar oscilando significativamente. Assim que novos preços forem definidos para os títulos, eles estarão disponíveis para negociação novamente”, informava o aviso na plataforma.
Por que o Tesouro Direto suspende negociações?
As regras do programa preveem interrupções temporárias para atualizar preços e taxas quando as condições de mercado mudam significativamente. As referências vêm das negociações de títulos públicos no mercado secundário e podem ficar defasadas em períodos de maior volatilidade.
O objetivo da suspensão é adequar os valores oferecidos para investimento e resgate às condições vigentes. Por isso, uma queda dos juros também pode exigir atualização das cotações. O horário regular de negociação é das 9h30 às 18h nos dias úteis.
Durante as suspensões, o investidor pode registrar solicitações de aplicação e resgate diretamente na área exclusiva do Tesouro Direto. Conforme o regulamento, os pedidos são processados na reabertura, com os novos preços e taxas divulgados pelo Tesouro Nacional, respeitado o valor financeiro informado na solicitação.
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Juros futuros recuam após a disparada de segunda-feira
Às 11h13, a taxa do contrato de juros futuros com vencimento em janeiro de 2028 estava em 14,335% ao ano, ante 14,905% no fechamento de segunda-feira (26). Para janeiro de 2029, recuava de 15,25% para 14,69% ao ano. As quedas eram de 0,57 e 0,56 ponto percentual, respectivamente.
Em paralelo, o Tesouro Nacional cancelou o leilão de títulos atrelados à Selic previsto para esta terça-feira e anunciou nova recompra de papéis vinculados à inflação. Essas operações fazem parte dos leilões da dívida pública destinados às instituições financeiras.
A oscilação dos juros afeta o valor dos títulos que o investidor já tem em carteira. Nos prefixados e papéis IPCA+, taxas de mercado mais altas reduzem os preços; taxas menores favorecem sua valorização. Esse ajuste é chamado de marcação a mercado.
Em uma venda antecipada, vale o preço disponível no momento da operação, que pode resultar em ganho ou perda. Para quem mantém o título até o vencimento, permanece válida a regra de remuneração contratada na compra.






