O Tesouro Direto hoje (14) opera com recuo nas taxas após os títulos reverterem a alta registrada no começo da sessão. O alívio veio com a deflação nos Estados Unidos, que reduziu as apostas de elevação dos juros pelo Federal Reserve, e com um novo leilão comedido de NTN-Bs realizado pelo Tesouro Nacional.
Por volta das 12h15, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia 14,09% ao ano, depois de alcançar 14,22% na abertura. O Prefixado 2032 caiu de 14,45% para 14,38% no mesmo intervalo, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,41% para 14,38%.
Entre os títulos de inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,12% na abertura para IPCA + 8,08% ao ano. Na comparação com as taxas observadas na segunda-feira (13), porém, o papel ficou estável, enquanto os prefixados ainda operavam ligeiramente acima dos níveis da véspera.
Tesouro Direto hoje recua após deflação nos EUA
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o CPI, caiu 0,4% em junho ante maio. Foi a primeira deflação mensal desde 2020 e um resultado mais fraco do que a queda de 0,1% esperada pelos economistas.
Em 12 meses, a inflação americana desacelerou para 3,5%, também abaixo da projeção de 3,8%. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, ficou estável no mês, diante da expectativa de alta de 0,2%.
A leitura mais benigna alterou as apostas para a política monetária americana. A probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião de julho caiu de cerca de 35% para 15%. Para setembro, a chance de elevação recuou de mais de 90% para aproximadamente 70%.
A redução das apostas de aperto monetário nos Estados Unidos pressionou para baixo os rendimentos dos Treasuries e os juros futuros brasileiros, abrindo espaço para a queda intradiária das taxas do Tesouro Direto.
Leilão comedido de NTN-Bs ajuda a fechar curva
O mercado também acompanhou um novo leilão de NTN-Bs, títulos públicos atrelados ao IPCA. O Tesouro optou novamente por uma oferta mínima, com 50 mil papéis de cada um dos três vencimentos disponibilizados: 2029, 2033 e 2035.
Todos os títulos ofertados foram vendidos. Também foi colocado um lote de 1.250 LFTs, papéis pós-fixados ligados à Selic.
A oferta reduzida limita a quantidade de títulos novos colocada no mercado em um período de maior incerteza. Com menos pressão de oferta, o leilão contribuiu para o fechamento das taxas dos papéis atrelados à inflação.
A quantidade ofertada ficou em linha com a previsão da BGC Liquidez, que esperava uma colocação contida diante do cenário incerto e do apetite reduzido pelo risco brasileiro.
Prefixados revertem alta da abertura
O Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,22% na abertura para 14,09% ao ano por volta do meio-dia. Apesar da queda intradiária de 0,13 ponto percentual, a taxa ainda estava 0,01 ponto acima dos 14,08% observados na segunda-feira.
O Tesouro Prefixado 2032 recuou de 14,45% para 14,38% durante a sessão. Na comparação com a véspera, quando oferecia 14,36%, o papel registrava leve avanço de 0,02 ponto percentual.
Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,41% na abertura para 14,38%. O título também estava 0,02 ponto acima da taxa de segunda-feira.
Dessa forma, a principal leitura da sessão é a reversão da alta observada pela manhã. Na comparação diária, os prefixados ainda não devolveram completamente a pressão acumulada na véspera.
IPCA+ 2032 permanece em 8,08%
Nos títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 8,12% na abertura para IPCA + 8,08% ao ano. A taxa ficou estável em relação à segunda-feira e continuou acima da marca de 8% de juro real.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 oferecia IPCA + 7,88%, ante IPCA + 7,85% na véspera. O IPCA+ 2040 caiu de IPCA + 7,52% para IPCA + 7,51%.
Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,51% para IPCA + 7,53%. O IPCA+ 2050 avançou de IPCA + 7,23% para IPCA + 7,26%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,38% para IPCA + 7,39%.
DIs caem ao longo da curva
Os juros futuros recuavam nos principais vencimentos após o CPI americano. O DI para janeiro de 2029 passou de 14,115% na segunda-feira para 14,08% nesta terça-feira, queda de 0,035 ponto percentual.
O contrato para janeiro de 2032 caiu de 14,345% para 14,30%. Já o DI para janeiro de 2037 recuou de 14,33% para 14,295%.
No mercado local, o Ibovespa operava em alta, na região dos 176,4 mil pontos, enquanto o dólar comercial recuava para perto de R$ 5,07. O alívio nos ativos brasileiros acompanhou a queda das apostas de alta dos juros nos Estados Unidos, embora a tensão no Oriente Médio e o petróleo continuem no radar.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto por volta das 12h15 desta terça-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,09% ao ano (+0,01 p.p. ante segunda-feira)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,38% ao ano (+0,02 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,38% ao ano (+0,02 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0741%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,08% (estável)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,88% (+0,03 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,51% (-0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,53% (+0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,26% (+0,03 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,39% (+0,01 p.p.)






