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Tendências para o dólar: BTG (BPAC11) vê moeda em R$ 5,20

Tendências para o dólar: BTG (BPAC11) vê moeda em R$ 5,20

Matheus Miranda

Matheus Miranda

06 Set 2022 às 15:17 · Última atualização: 06 Set 2022 · 5 min leitura

Matheus Miranda

06 Set 2022 às 15:17 · 5 min leitura
Última atualização: 06 Set 2022

Tendências para o dólar

Pixabay

O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou um relatório em que sinaliza as tendências para o dólar até o fim do ano. Para o banco, a moeda norte-americana deve chegar a R$ 5,20, em um cenário de juros altos tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Com isso, o documento aponta que a expectativa para os próximos três meses é de uma deterioração do real.

O pano de fundo dessa análise é, principalmente, o ciclo de alta nas taxas de juros. Por aqui, no entanto, o ciclo de ajuste altista na taxa Selic parece ter chegado ao fim, mas o balanço de riscos para a inflação segue assimétrico. Apesar de ter sinalizado que já poderia implementar um ajuste de menor magnitude, o Comitê de Política Econômica (Copom) confirmou as expectativas e elevou a taxa de juros Selic em 50 pontos base na última reunião, no começo de agosto, para 13,75%.

Porém, o tom da ata do Copom de agosto soou “dovish” dado a expectativa anterior de pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto na próxima reunião.

“Em particular, o comitê afirmou que vai avaliar ‘a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude’ em sua próxima reunião, mas acreditamos que o conjunto da comunicação sinaliza que não será feita outra elevação na taxa”, aponta o BTG.

Considerando ainda o quadro externo, este cenário de juros em consonância com uma inflação ainda fora do teto da meta para 2023 não deve servir de barreira para nova depreciação na taxa de câmbio, aponta o banco de investimentos.

Tendências para o dólar: trabalho do FED é complexo

O banco analisou também o cenário de três atores considerados importantes como a China, União Europeia e Estados Unidos.

Com relação aos chineses, a retomada de sua atividade econômica continua sendo bem mais lenta do que o esperado e não tem sido um vetor positivo para os demais mercados emergentes. “Vemos pouca capacidade de surpresas muito positivas ao longo de setembro”, avaliou o banco.

Sobre a União Europeia, a partir da piora na crise energética e dificuldades políticas, tem mostrado deterioração mais intensa das expectativas e sentimentos, reduzindo suporte para o euro contra moedas de países desenvolvidos, com destaque para o dólar.

Nesse sentido, o mercado de trabalho nos EUA segue extremamente aquecido, com duas vagas abertas para cada trabalhador desempregado, e a pressão de salários continua sendo o maior desafio do Fed nos próximos meses. A reunião do FOMC deste mês pode ser marcada por novo movimento de alta de 0,75 ponto na taxa de juros norte-ameircana, o que pode ser um gatilho de aversão ao risco para os investidores internacionais, o que provocaria nova rodada de desvalorização do real, conforme prevê o BTG.

Cenários e projeções

De acordo com as projeções do BTG, o patamar atual (dólar a R$ 5,15 e R$ 5,20) deve permanecer ao menos até a próxima reunião do FOMC, quando a moeda brasileira apresentar nova rodada de depreciação e alcançar R$ 5,30.

Dentro desse cenário dos EUA, o banco de investimentos prevê que o mix de inflação abaixo do esperado e tom elevado do presidente do Fed, Jerome Powell, reforça a manutenção do cenário de uma fed funds rate de 3,625% no final do ano (intervalo entre 3,50% e 3,75%), encerrando o ciclo em fevereiro um juro em pelo menos 4,00%.

  • Leia também: Como o dólar impacta a economia? Saiba o que fazer no movimento da moeda

“O desafio do comitê é conseguir reduzir o ritmo de alta de juros sem necessariamente parecer dovish, ainda gerando aperto das condições financeiras – o que deve provocar maior volatilidade no mercado. Há espaço adicional para abertura da curva americana, mas em intensidade branda, dado a precificação de 3,5% de fed funds rate em 2023”, avaliou o BTG.

No Brasil, os positivos dados de atividade econômica e o momento de apetite ao risco direcionaram para fechamento da curva de juros doméstica, o que também foi permitido nos vencimentos mais curtos devido à comunicação do Banco Central em sinalizar que o fim do ciclo de ajuste altista da Selic ocorreu na reunião de agosto, com pouco espaço para surpresas na reunião de setembro.

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