O Banco ING não vê o dólar a R$ 4,40, como projetou Luis Stuhlberger no final de janeiro, mostra um relatório enviado a clientes nesta semana.
O gestor do Fundo Verde sugeriu, em um evento do UBS em janeiro, que o câmbio no Brasil iria a este patamar, “quando assume um governo considerado bom”.
Claro que Stuhlberger não fez uma projeção, mas uma indicação de “valor justo”. Apesar disso, o ING desacredita neste patamar em um ano de eleições presidenciais.
“O real tem apresentado bom desempenho e a recente correção global de aversão ao risco mal afetou os ganhos da moeda observados em janeiro. De fato, um gestor de fundos local de alto perfil defende que o USD/BRL seja negociado a 4,40”, afirmou o ING em nota assinada por Chris Turner, chefe global de mercados.
Segundo ele, nesse período eleitoral, com crescimento lento abaixo de 2%, ainda há caminho para algumas “concessões fiscais de última hora”, o que seria negativo para o real em relação ao dólar.
Turner cita o fato de o Banco Central deixar claro que está pronto para cortar a Selic. O ING espera um afrouxamento total de 300 pontos-base ainda este ano, levando o juro para 12%.
“Os riscos para nossa previsão parecem inclinados para um resultado mais favorável ao real – particularmente caso Tarcísio de Freitas entre na disputa em abril”, conclui o especialista. O ING vê o dólar a R$ 5,40 em um mês e a R$ 5,50 para o restante do ano.






