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Reserva de emergência: por que você não deve ignorá-la?

Reserva de emergência: por que você não deve ignorá-la?

Júlia Wazlawick

Júlia Wazlawick

14 Set 2022 às 11:58 · Última atualização: 14 Set 2022 · 6 min leitura

Júlia Wazlawick

14 Set 2022 às 11:58 · 6 min leitura
Última atualização: 14 Set 2022

foto de notas de dinheiro com cadeado

Por mais que para muitos seja muito mais divertido investir com uma estratégia de mais adrenalina, risco e retorno, não devemos esquecer das nossas defesas.

Apesar de não ser focada em rentabilidade, a reserva de emergência funciona como uma proteção, em que a família pode custear gastos imprevistos. Caso não exista esse instrumento, o investidor e os seus familiares terão de contar, especialmente, com a sorte, o que não é o ideal…

Esse assunto não é um dos mais divertidos do mercado financeiro, considerado “boring” por alguns iniciantes que já querem entrar de cara na volatilidade.

Apesar disso, não pule esse texto, eu vou te mostrar porque é tão importante ter uma reserva de emergência, como montar uma e quais as consequências de não fazê-la.

Qual a importância da reserva de emergência?

Essa pandemia nos ensinou muita coisa e uma delas pode ter certeza que foi a importância da reserva de emergência.

Por incrível que pareça, muitas pessoas não montam a reserva de emergência, ou ainda não tem o equilíbrio financeiro e acabam gastando todo o salário do mês, trabalhando para viver, literalmente.

Mas o que é a reserva de emergência? Como o próprio nome diz, é uma reserva para ser usada em emergências, como pagar um tratamento médico ou, com consciência, aproveitar oportunidades (exemplo: comprar um produto mais barato à vista).

Um ponto de destaque é que a reserva não é feita pensada apenas em situações emergenciais individuais, como acidentes ou problemas de saúde.

Crises econômicas ou setoriais, a desvalorização do dinheiro, por exemplo, podem afetar diretamente o orçamento familiar.

Sendo assim, por mais cuidadosos e responsáveis que sejamos em nossa vida pessoal, devemos reconhecer que pouco podemos fazer em relação ao ambiente macroeconômico do qual fazemos parte.

A pandemia de Covid-19 demonstrou essa realidade. Muitos chefes de família que ficaram desempregados e não contavam com uma reserva de emergência, dependendo exclusivamente do emprego como fonte de renda. Infelizmente, muitos deles acabaram passando por dificuldades nesse período.

Como construir sua reserva de emergência?

Construir uma reserva de emergência deve ser o primeiro passo do indivíduo que deseja começar a investir, pois, como vimos, é ela que garante uma proteção maior ou um alívio em momentos de dificuldades.

A reserva é um dinheiro que está investido, não é porque é uma reserva que você vai deixá-lo parado, mas você também precisa estar ciente de que é um dinheiro que não vai te deixar rico.

Ela precisa ser um valor que contenha no mínimo 6 meses do seu custo de vida, ou seja, se você gasta 4 mil reais por mês, a sua reserva tem que ser no mínimo 24 mil reais.

Porém, se você tiver um trabalho formal (CLT), com longo período no mesmo trabalho, pode ter uma reserva menor guardada, pois, em caso de demissão, terá acesso ao FGTS, férias e 13º proporcionais etc.

Já um trabalhador liberal deverá pensar em guardar um valor maior, porque não terá acesso a nenhum dos itens anteriores.

Primeiro passo é pegar uma planilha, ou até mesmo um caderno, e durante o mês vá anotando todos os seus gastos, dividindo eles em:

  • gastos fixos – que você paga o mesmo valor todo mês (exemplo: aluguel)
  • gastos variáveis – que os preços variam de acordo com consumo (exemplo: supermercado)
  • gastos extras – que não se repetem com tanta frequência (exemplo: viagem)

Após definir seus gastos, faça a conta de quanto você tem que juntar para estar com a reserva de emergência em dia.

O ideal seria você destinar de 20% a 30% do seu salário à reserva até que você atinja o valor que você precisa.

É necessário ter um compromisso consigo mesmo e disciplina para se comprometer a todo mês depositar aquela mesma quantia.

Se você perceber ser uma daquelas pessoas que gasta o salário inteiro do mês, tente descer um degrau abaixo.

Você pode estar ganhando 10 mil reais, mas se você gasta todo seu dinheiro do mês você não está em equilíbrio financeiro e precisa reduzir esses gastos!

Como? Definindo quais são as contas prioritárias, que devem ser necessariamente pagas no vencimento, e outros gastos supérfluos.

Dica: não espere o mês acabar para separar o dinheiro da sua reserva, pois quando você for ver, o dinheiro já foi, ele nunca vai sobrar!

Mas, atenção: caso você tenha dívidas, a prioridade é colocar o orçamento familiar em ordem.

Estar em dia com a sua saúde financeira é o passo inicial, significando não possuir dívidas em atraso.

É necessário renegociar esses débitos, pois os juros cobrados nesse tipo de situação superam em muito a rentabilidade que você pode obter aplicando recursos em qualquer investimento.

Quais investimentos escolher para a reserva de emergência?

Existem vários investimentos que podem ser usados como reserva de emergência, o importante é ter liquidez diária. De preferência, um investimento com a maior rentabilidade e menor risco possível.

O seu perfil de investidor não conta muito nessa escolha, já que os produtos mais indicados para a construção dessa reserva são, basicamente, de renda fixa. Algumas aplicações que englobam esses itens são:

  • Tesouro Selic: acompanha a taxa básica de juros e é mais seguro que a poupança;
  • CDB com liquidez diária: rentabilidade similar a do Tesouro Selic com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito);
  • Fundo DI: fundos que investem em Tesouro Selic e outras rendas fixas conservadoras.

No texto de hoje, você entendeu o que é, como funciona e por que investir em reserva de emergência.

Se você ainda não criou a sua reserva, o ideal é começar a juntar esse dinheiro quanto antes para evitar imprevistos e ter uma segurança maior para você e para o futuro da sua família.

Caso você tenha dúvidas, você pode entrar em contato com um assessor da EQI Investimentos que ele irá te orientar para montar a melhor reserva de emergência possível.

Por Júlia Wazlawick, assessora de investimentos, influenciadora e criadora de conteúdo sobre finanças e educação financeira.

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