Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Fundos DI: saiba o que são e como funcionam

Fundos DI: saiba o que são e como funcionam

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

05 Out 2021 às 16:30 · Última atualização: 16 Ago 2022 · 14 min leitura

Redação EuQueroInvestir

05 Out 2021 às 16:30 · 14 min leitura
Última atualização: 16 Ago 2022

Fundos DI

as sete melhores opções de renda fixa

Os Fundos DI, ou Fundos de Renda Fixa Referenciados DI, são fundos que devem investir, no mínimo, 95% do seu patrimônio em Títulos Públicos atrelados à Selic.

Lembrando que Selic é a taxa que o governo paga a quem empresta dinheiro a ele. Ou seja, é a taxa básica da economia, e funciona como referência para todos os tipos de juros.

Esses fundos são bem conhecidos pelos brasileiros, justamente por serem uma das modalidades mais simples de investimento. Por isso, são uma das alternativas mais indicadas para a formação da reserva de emergência.

Quer saber se os fundos DI são uma boa opção para a sua carteira? Então, continue a leitura, e saiba mais sobre esse investimento!

Como funcionam os Fundos DI?

Antes de mais nada, precisamos conhecer algumas das características dos fundos DI. Acompanhe!

Liquidez

Como vimos, os fundos DI são uma das melhores alternativas para a reserva de emergência. Isso porque, normalmente, a sua liquidez é diária e, em alguns casos, chega a ser imediata.

Rentabilidade

Basicamente, esses fundos são formados por títulos públicos atrelados à Selic. Dessa forma, a sua rentabilidade será um pouco inferior à taxa básica de juros. Isso porque esses fundos possuem o desconto da taxa de administração, que veremos no próximo item.

Custos

Diferentemente dos títulos do tesouro e dos CDBs, os fundos DI possuem taxa de administração. Essa taxa remunera os profissionais que fazem a gestão do fundo, e é cobrada sobre o patrimônio total da aplicação.

Além disso, há cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos desses fundos. Nesse caso, as alíquotas obedecem a tabela regressiva de investimentos de renda fixa, da seguinte forma:

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Outra cobrança que sofre os fundos DI é a do come-cotas. Isso significa um tipo de adiantamento do IR, que incide duas vezes por ano, nos meses de maio e novembro.

Por último, é importante saber que, caso ocorra resgate antes de 30 dias, esses fundos também terão a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para quem são indicados os fundos DI?

Pelo fato de seu desempenho ser bastante previsível (basicamente, os fundos DI variam conforme a Selic), eles são uma das melhores opções para o perfil de investidor mais conservador. Porém isso não significa que investidores moderados ou arrojados não possam tê-los na carteira.

Isso porque, independentemente do perfil, todo investidor precisa ter uma reserva de emergência. E a principal característica dessa reserva é a liquidez imediata, uma das características dos fundos DI.

Vantagens e desvantagens dos fundos DI

As principais vantagens dos fundos DI são a liquidez e o baixo risco que o investimento oferece, uma vez que é formado, basicamente, por títulos públicos. Por outro lado, a taxa de administração e o sistema de “come-cotas” podem comprometer a rentabilidade do investimento.

Além disso, esses fundos não possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF caso a instituição financeira venha a falir. Dessa forma, são menos seguros do que outras aplicações de renda fixa, como os CDBs e os títulos do tesouro.

Em relação ao FGC, os títulos do tesouro também não contam com essa proteção. No entanto, são garantidos pelo governo, o que torna essa aplicação ainda mais segura do que os CDBs.

Afinal, vale a pena investir nesses fundos?

Para saber se um fundo DI vale a pena, o investidor precisa compará-lo com outras modalidades de liquidez imediata. Nesse sentido, a taxa de administração e o come-cotas podem comprometer os resultados dessa aplicação, caso a sua taxa não seja suficientemente atrativa. Isso sem falar da falta de cobertura do FGC, que aumenta o risco da aplicação.

Por outro lado, esses fundos podem ser uma excelente alternativa para o investidor mais conservador que ainda tem recursos na poupança. Diferentemente da caderneta, que só rende uma vez por mês no dia do aniversário da aplicação, os fundos DI têm rendimento diário. Isso significa que, em qualquer dia do mês que se fizer um resgate, terá o rendimento proporcional aos dias decorridos.

Por sua vez, no caso da poupança, se o aniversário for no dia 25 e o resgate ocorrer no dia 20, todo o rendimento dos 20 dias do mês será perdido.

Dúvidas sobre Fundos de Investimento 

O que são Fundos de Investimento? 

Fundo de investimento é uma modalidade que funciona como uma comunhão de recursos de investidores que possuem os mesmos interesses e objetivos. 

Quando se investe em um fundo de investimento, se está comprando cotas. Em uma analogia, seria como o equivalente à compra de um apartamento dentro de um condomínio. Este apartamento pode se valorizar e, posteriormente, é possível vendê-lo com lucro.

O capital investido por cada investidor – ou cotista – é somado para, em conjunto, ser investido no mercado, com todos os benefícios dos ganhos de escala, da diversificação de risco e da liquidez das aplicações.

A gestão e administração dos recursos é feita por uma equipe de profissionais qualificados. São eles que alocarão estes valores, seguindo regras definidas pelo regulamento de cada fundo.

Como funcionam as cotas dos fundos de investimentos?

Por se tratarem de um CNPJ (sociedade de várias pessoas), os fundos têm que ser divididos em frações.

Isso é necessário para poder ser apurado qual é o “pedaço” de cada participante e seu preço. 

Vamos imaginar que um investidor tenha R$ 1.000 e que o valor da cota do fundo que investirá é de R$ 10.

Ele se tornaria, portanto, detentor de 100 cotas. Basta dividir o valor a ser aplicado pelo valor da cota: 1.000/10 = 100 cotas.

Valorização

Dando continuidade ao exemplo citado, vamos supor agora que em um dia essa cota teve uma valorização de 1%.

Ou seja: R$ 10,00 x (1+1%) = R$ 10,10

Isso quer dizer que as cotas que inicialmente valiam 10 reais, hoje valem R$ 10,10 cada uma.

Logo, 100 (cotas) x R$ 10,10 = R$ 1.010,00 (os  mil reais tiveram um rendimento de 10 reais).

A taxa de administração é descontada diariamente do valor da cota dos fundos de investimentos.É cobrada independente da rentabilidade apresentada do fundo, ou seja, incide tanto nos ganhos quanto nas perdas.

Calculamos que depois de uma valorização de 1%, um fundo cuja cota valia R$ 10 passou a ter cota de R$ 10,10.

E depois disso, a cota precisa receber o desconto da taxa de administração diária equivalente que calculamos inicialmente.

De acordo com o exemplo acima, supondo que este fundo cobre 2% a.a. (ao ano) ou 0,0078585% a.d. (ao dia) teremos a seguinte conta.

Depois de 1 dia com uma rentabilidade de 1% e cobrança da taxa de administração, você que é dono de 100 cotas teria: 100 x 10,0992 = R$ 1.009,92 (ao invés dos R$ 1.010,00).

Quais são os tipos de Fundos de investimento?

De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), existem quatro categorias para os tipos de Fundos:

 Essa divisão também é feita pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Confira abaixo as categorias e as subcategorias dos Fundos de investimento.

Fundos de Renda fixa

  • Simples: 95% do patrimônio é alocado em títulos de dívida pública federal ou títulos considerados mais confiáveis;
  • Indexados: os fundos seguem variação de um benchmark, como IMA-B, CDI, entre outros.
  • Ativos: os gestores não ficam dependentes do benchmark e realizam mais movimentação na carteira. Podem ser de baixa, média ou alta duração e também não há limite mínimo ou máximo de compromisso.
  • Com investimento exterior: mais de 40% dos recursos devem ser aplicados em ativos fora do Brasil.

Fundo de Ações

  • Indexados: são fundos que replicam as variações de indicadores do mercado de renda variável. O restante dos recursos é alocado em fundos de renda fixa e baixa duração;
  • Ativos: tem como foco superar o índice de referência. Porém, também pode não fazer referências a um índice específico.
    Assim como os indexados, os recursos remanescentes são colocados em renda fixa e baixa duração.
  • Específicos: têm características ou adotam estratégias próprias. Seus subtipos de nível 3 são: fechados, FMP-FGTS e mono-ação;
  • Investimentos no exterior: 40% ou mais do patrimônio é investido em ativos financeiros no exterior.

Fundos Multimercado

  • Alocação: Fundos Multimercados que buscam retornos no longo prazo por investimento em ativos diversos, como ações, câmbio e renda fixa.
  • Estratégias: fundos que realizam operações de venda e compra com maior frequência. 

Esse tipo admite alavancagem e as subcategorias de nível 3 são: macro, trading, long and short direcional, long and short neutro, juros e moedas, livre e capital protegido.

  • Investimento no exterior: 40% ou mais do patrimônio é investido em ativos do exterior, mas também permite alavancagem.

Fundos Cambial

Os Fundos de Investimentos devem aplicar, no mínimo, 80% da carteira de ativos em moedas estrangeiras. O valor que não é ligado à moeda deve ser aplicado apenas em operações de renda fixa.

O que são os Fundos DI?

Os Fundos DI são Fundos de Investimento de Renda fixa, cuja carteira possui, pelo menos, 95% de investimentos em títulos atrelados ao CDI ou à Selic, podendo ser títulos públicos – emitidos pelo Tesouro Nacional – ou privados – como bancos.

É por isso que os Fundos DI, que são considerados mais conservadores.

Embora a nomenclatura “Fundos DI” ainda seja amplamente utilizada no mercado financeiro, este termo foi revisto pela Anbima, que publicou uma nova classificação de Fundos de Investimento.

Por que escolher os Fundos de investimento?

Fundos de investimento são acessíveis

Hoje em dia, já é possível achar boas opções com baixo valor inicial. É possível investir em fundos com taxas de rentabilidade acima do CDI, com aportes iniciais de R$ 1.

Antigamente, muitos investimentos com rentabilidade acima de 100% do CDI somente estavam disponíveis para investidores com alto potencial de aporte. 

Opções para diversificação 

A diversificação existe, porque é possível ter acesso a diferentes investimentos em um mesmo investimento. 

Ou seja, os gestores dos fundos dividem o patrimônio do fundo em uma gama de investimentos diferentes. 

Por exemplo, no caso de um fundo de ações, a carteira é composta por diversos papéis não correlacionados.

Já no caso de fundos de crédito privado, é possível selecionar empresas de setores distintos para mitigar o risco específico setorial.

Investir em um fundo é melhor que investir sozinho

Ao investir através de fundos, o investidor paga para um profissional capacitado e focado em fazer este serviço e rateia o custo com uma centena de cotistas. 

A maior parte dos bons fundos cobra cerca de 1% do seu patrimônio para fazer este serviço.

Custos e taxas

Taxa de administração

Remunera os profissionais e empresas envolvidas no fundo: gestor, administrador, custodiante, distribuidor e auditor.

Em geral, o custo depende das estratégias de destinação dos recursos ou ainda de quanto o banco cobra de seus clientes. O valor costuma flutuar entre 0,25% e 3% do patrimônio líquido do fundo. 

Entenda as taxas de administração 

  • Vale a pena pagar taxas de administração, desde que o fundo supere o seu benchmark/meta;
  • Fundos de gestão passiva, como de Renda Fixa, devem cobrar entre 0,3% e 1% ao ano de taxas de administração;
  • Fundos de Gestão Ativa, como Multimercados, devem cobrar entre 1% e 2% ao ano de taxas de administração, dependendo de sua complexidade.

Benchmark

De maneira geral, os fundos de renda fixa tem como meta (ou “benchmark”) o CDI. Já os fundos multimercado e os fundos de ações costumam ter como meta de desempenho o Índice Bovespa.

A taxa de performance flutua entre 15% e 20% do que os fundos superarem do benchmark, sendo 20% o mais comum.

Taxa de performance

É cobrada quando ele supera o benchmark, ou seja, quando ele supera a sua meta. Isso ocorre na maioria dos fundos de renda variável.

Taxas de entrada e saída

Também conhecida como “taxa de carregamento”, é mais comum para fundos de previdência. Serve para incentivar o cliente a ficar um tempo maior dentro do fundo. 

Quanto maior for o tempo que o cliente permanecer investindo, mais ela pode diminuir. A taxa de carregamento pode ser de até 5%.

Já a taxa de saída funciona da mesma forma, porém é cobrada na saída. Além disso, também pode diminuir conforme o tempo passar, podendo chegar a zero.

É seguro investir em fundos?

Para investir com segurança, é preciso observar:

Risco de mercado

O risco de mercado está ligado à capacidade da equipe de gestão na correta escolha dos ativos. Por exemplo, os juros que rentabilizam os fundos de renda fixa atrelados à inflação, entre outros.

Esse risco pode ser controlado com uma carteira diversificada.

Risco de Crédito

É a capacidade de pagamento dos ativos que o fundo está aplicando. Ou seja, é a possibilidade de não pagamento dos títulos que os fundos de Crédito Privado alocam os recursos.

Muitos fundos de renda fixa e até multimercados investem o patrimônio em títulos públicos, diz-se que o risco de crédito é baixo, pois quem garante o pagamento é o próprio governo.

Risco do custodiante

É o menor risco dos três, pois é a possibilidade do custodiante (cofre) do fundo falir. Por isso, é fundamental o administrador do fundo optar por banco sólidos para guardar os recursos.

Como escolher os fundos de investimento?

Algumas dicas para o investidor são: 

  • Observar quem faz a custódia e o histórico de sucesso da gestora;
  • Analisar a rentabilidade e risco de cada tipo de fundo. Tudo vai depender da classificação do fundo e naquilo que o gestor está autorizado a fazer;
  • Ranking de administradores e gestores: a consulta pode ser feita pelo site da Anbima.

Qual o melhor investimento?

Investir em fundos é a maneira mais prática de diversificação. Uma das grandes vantagens de investir em fundos é que é possível contar com uma equipe de muitos profissionais experientes e de alto nível que cuidam do seu dinheiro. 

Tudo isso a um custo muito baixo, desde que sejam analisadas cuidadosamente questões como rentabilidade, taxas, entre outras variantes.

Para encontrar o melhor fundo de investimento, é preciso considerar o seu perfil de investidor.

Faça o teste e descubra o seu perfil investidor

Como começar a investir?

Uma boa dica para o investidor é usar uma ferramenta que facilite o acesso ao conhecimento sobre as características dos fundos.

Uma delas é o Comparador de Fundos. Essa ferramenta ajuda você a acompanhar, comparar e conhecer o histórico de fundos de investimentos.

Ainda com alguma dúvida sobre Fundos de investimento? Assista esse vídeo:

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias