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Como fica a renda variável com fim do ciclo de alta da Selic? Confira!

Como fica a renda variável com fim do ciclo de alta da Selic? Confira!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

23 Mai 2022 às 23:43 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

23 Mai 2022 às 23:43 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Reprodução/Pixabay

Como fica a renda variável com fim do ciclo de alta da Selic?

Se o ciclo de alta da taxa Selic se confirmar, todo o mercado financeiro sentirá seus efeitos. Isso inclui o mercado de renda variável.

Siga na leitura e saiba como fica esse mercado se o movimento se confirmar.

Confira!

Como se comportou o mercado de renda variável durante o ciclo de alta da Selic?

A crise da pandemia afetou duramente o mercado de renda variável, com grandes quedas tanto no IBOV como no IFIX, ações e fundos imobiliários respectivamente.

Mas a reação foi rápida e ambos os mercados se recuperaram. Infelizmente a crescente na valorização não se manteve e uma queda posterior teve início.

No entanto, cada um desses mercados reagiu de modo diferente. Confira a seguir a análise de cada um deles no período que se passou.

IBOV

Certamente, os últimos 12 meses não foram nada gentis para o principal índice da bolsa de valores do Brasil, o Ibovespa (IBOV). No acumulado desse período, o resultado é de uma perda de 16% em seu valor.

Na verdade, o nível atual no qual se encontra o mercado de capitais brasileiro é quase o mesmo pré-pandemia. Quando a crise foi deflagrada, o IBOV contava com cerca de 114 mil pontos. Agora está em 103 mil.

Vale lembrar que nesse terrível período, a bolsa de valores caiu vertiginosamente. Foram 40% de queda, com o IBOV indo a 70 mil pontos.

No entanto, surpreendentemente, o índice se recuperou, muito em parte puxado pelo preço das commodities. Já em dezembro do mesmo ano, o nível do IBOV alcançou o maior nível antes da queda.

E ele continuou se recuperando, até alcançar a marca histórica de 130 mil pontos em junho de 2021. Foi nesse momento que o mercado de capitais começou a ser fortemente abalado.

Iniciou-se uma queda de aproximadamente 28%, com o índice indo próximo dos 102 mil pontos. Houve recuperação, mas no momento algumas perdas são amargadas.

É no somatório de tudo isso que o IBOV está com rentabilidade negativa de 16% em 12 meses.

IFIX

Já o IFIX passou por menos turbulência, como é de costume nesse mercado. Apesar de fazer parte da renda variável, o mercado de fundos imobiliários é bem menos volátil, o que favorece o perfil de investimentos moderado.

Ainda assim, foram tempos difíceis durante a pandemia. No auge da crise, o IFIX chegou a cair 29%, impactando severamente o investimento em fundos imobiliários.

Mas o mercado mostrou resiliência e se recuperou em grande parte. Foram 20% de valorização, o que permaneceu estável até o momento.

Prova disso é o desempenho em 12 meses: o IFIX apresenta nesse momento uma pequena desvalorização de 2,50%.

É bem verdade que até novembro do ano passado houve uma queda acentuada, com o índice chegando a casa dos 2550 pontos.

Mas uma recuperação se deu desde então e agora o IFIX ronda a casa dos 2770 pontos, expressando uma valorização de quase 10%.

https://youtu.be/jxo_o_UCxP0

Quais são os indicativos de um possível fim do ciclo de alta da taxa básica de juros?

A taxa básica de juros foi elevada com a intenção de conter a inflação. Isso já foi conseguido em algumas reuniões atrás do Copom.

No entanto, com a nova elevação do último dia 4 de abril para 12,75% ao ano, esse patamar parece estar próximo de ter sido alcançado – as principais casas apontam Selic final entre 13,25% e 13,75%.

A inflação de 12 meses está em 12%, indicando ganho real em aplicações de renda fixa.

Se o cenário se mantiver, a tendência é que haja uma inversão na curva de juros, com o fim do ciclo de alta.

Taxa Selic: gráfico com evolução

Evolução da taxa Selic. Fonte: EQI

Como fica a renda variável com fim do ciclo de alta da Selic?

A taxa Selic tem um efeito tão forte no mercado financeiro como um todo que afeta não só a renda fixa, mas também a renda variável.

Isso quer dizer que com uma possível reversão nas taxas de juros básicos, provavelmente a renda variável ganhe brilho novamente.

Isso acontece em ciclos no mercado financeiro e é uma questão de oportunidade. Quando a renda fixa está com bons rendimentos, o capital tende a migrar para este mercado.

Já quando a renda fixa tem seus rendimentos reduzidos por ocasião de uma baixa na Selic, ela passa a não ser mais tão atraente assim. É nesse momento que a renda variável chama a atenção dos investidores.

No final das contas, isso é um eterno vai e vêm e acontece desde que os mercados se estabeleceram. Afinal de contas, o mercado é feito por pessoas e elas costumam ser racionais (a maior parte do tempo, mas não o tempo todo).

Portanto, o efeito esperado de um fim de ciclo de alta na taxa Selic é uma valorização da renda variável, por uma possível migração de capital.

Nesse cenário, é importante escolher bem os papéis que farão a nova composição da carteira de investimentos. Existem diversas alternativas e, certamente, uma boa escolha são as ações value.

O termo se refere a ações de valor, ou seja, ações de boas companhias que apresentam bons resultados de forma sólida ao longo do tempo.

No entanto, por vezes o mercado subavalia esses ativos, ainda que as essas empresas continuem dando lucro aos seus acionistas. É o que se conhece como distorções de mercado.

Nesse momento, o investidor que pratica esse tipo de estratégia entra comprando o máximo de ações possível. Sua intenção é que o preço volte à normalidade (e até o supere), com uma recuperação do mercado de renda variável.

Com isso, seu capital seria multiplicado em várias vezes, valorizando o patrimônio do investidor.

Para ser ter uma ideia do potencial de ganhos desse método, basta observar um grande investidor de nosso tempo e vivo ainda hoje: nada menos que Warren Buffett.

Esse é seu estilo de investir e lhe proporcionou uma fortuna que supera os U$$ 125 bilhões. Sim, isso mesmo, uma soma vultuosa de dinheiro!

Outras possibilidades de investimentos seriam, logicamente, os fundos imobiliários. Com sua recuperação, é provável que as cotas dos fundos se valorizem. Isso traz ganhos ao investidor.

Além disso, há o benefício do recebimento de dividendos mensais, o que aumenta o ganho e pode tornar o crescimento do patrimônio exponencial se for praticado o reinvestimento desses mesmos dividendos.

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