O Tesouro Direto hoje (24) opera com queda nas taxas dos principais títulos públicos, em linha com o recuo dos juros futuros e do petróleo no exterior. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,48% para IPCA + 8,40% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,69% para 14,61%.
Apesar da queda, os juros reais seguem em patamar elevado. O IPCA+ 2032 continua acima de 8,4% ao ano acima da inflação, ainda próximo dos níveis mais altos da série recente. Já o Prefixado 2029 se afastou um pouco mais da marca de 15%, que voltou ao radar na semana passada.
A queda das taxas ocorre em um dia de baixa dos DIs, mesmo com o dólar em alta. No mercado local, o Ibovespa recuava, pressionado por Petrobras e Vale, enquanto os juros futuros cediam em bloco.
Prefixados recuam
Entre os prefixados, a queda foi generalizada. O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,69% para 14,61% ao ano. O Tesouro Prefixado 2032 caiu de 14,74% para 14,59%.
O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve baixa mais forte, de 14,59% para 14,41% ao ano.
A queda acompanha o alívio na curva de juros futuros. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,715% para 14,52%. O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,695% para 14,48%. Já o DI para janeiro de 2037 caiu de 14,495% para 14,275%.
IPCA+ 2032 segue acima de 8,4%
Nos títulos atrelados à inflação, as taxas também recuaram em relação à véspera. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,48% para IPCA + 8,40% ao ano.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,89% para IPCA + 7,88%. O IPCA+ 2040 recuou de IPCA + 7,58% para IPCA + 7,56%.
Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de IPCA + 7,61% para IPCA + 7,58%. O IPCA+ 2050 caiu de IPCA + 7,22% para IPCA + 7,17%. Já o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 recuou de IPCA + 7,42% para IPCA + 7,39%.
Para novos aportes, as taxas ainda representam remuneração elevada acima da inflação. Para quem já possui esses títulos na carteira, a queda dos juros tende a aliviar os preços dos papéis no curto prazo.
Petróleo cai e juros futuros recuam
O alívio nas taxas ocorre em um dia de queda expressiva do petróleo. Por volta das 10h49, o Brent recuava 4,31%, a US$ 73,76, abaixo do nível observado antes do início do conflito envolvendo o Irã.
A queda da commodity reflete sinais de normalização no Estreito de Ormuz. Segundo a Reuters, navios já navegam pela região sob um plano de retirada da ONU, enquanto o mercado reduziu a percepção de risco de uma interrupção relevante da oferta global.
A baixa do petróleo tende a aliviar parte das preocupações inflacionárias, especialmente em um momento em que investidores seguem atentos à política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
No mercado local, o Ibovespa caía 0,54%, aos 170.333 pontos, pressionado por petroleiras e Vale. O dólar comercial subia para a região de R$ 5,20, enquanto os juros futuros recuavam.
Leia também:
Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 11h28:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,61% ao ano (-0,08 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,59% ao ano (-0,15 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,41% ao ano (-0,18 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0742%
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,40% (-0,08 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,88% (-0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,56% (-0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,58% (-0,03 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,17% (-0,05 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,39% (-0,03 p.p.)






