Home
Notícias
Renda Fixa
Carteira de Renda Fixa do Safra mira 121% do CDI em maio com cinco ativos isentos de IR

Carteira de Renda Fixa do Safra mira 121% do CDI em maio com cinco ativos isentos de IR

Combo IPCA+ do banco traz cinco ativos isentos de IR para pessoa física, com duration média de 4,2 anos e exposição setorial diversificada

O Safra atualizou em maio o Combo IPCA+, carteira recomendada de renda fixa do banco, com rendimento anual projetado de 102% do CDI considerando a cotação da última segunda-feira (4). Aplicando a isenção de Imposto de Renda para investidor pessoa física, o retorno médio estimado sobe para 121% do CDI, segundo os analistas Yuri Machado e Roberto Pasqualini.

A composição traz cinco títulos com duration média de 4,2 anos e retorno real médio de 8,2% ao ano acima da inflação. A carteira reúne CRA, CRI e debêntures de empresas com presença consolidada em locação de veículos, farmacêutico, rodovias, geração e transmissão de energia, e papel e celulose.

Carteira recomendada de Renda Fixa: Mudanças do mês

A revisão de maio promoveu três entradas e três saídas.

Publicidade
Publicidade

Entram a debênture da Axia, ex-Eletrobras (CTGE11), com vencimento em novembro de 2028; o CRA da Armac (CRA022007KH), com vencimento em junho de 2029; e a debênture da Ecorodovias (HARG11), com vencimento em outubro de 2036.

Saíram do portfólio o CRA da Rede D’Or (2029), o ativo do Grupo Cereal (2031) e a posição anterior da Axia (2035).

Compõem ainda a carteira o CRI da Hypera (22E1325262), com vencimento em agosto de 2029, e o CRA da Eldorado (CRA0250080Y), com vencimento em setembro de 2040. Todos os títulos pagam juros semestrais e contam com isenção de IR para pessoa física.

Cenário macro

A revisão chega com a Selic em 14,50% ao ano, após o último corte do Copom, que manteve a sinalização de continuidade do atual ciclo de calibração da política monetária. O IPCA-15 de abril avançou 0,89% no comparativo mensal, abaixo das projeções de mercado.

“Apesar da surpresa baixista no curto prazo, a inflação acumulada em 12 meses acelerou e os núcleos continuam mostrando deterioração”, afirmaram Yuri Machado e Roberto Pasqualini, analistas do Safra.

Para 2026, o time de Macroeconomia do banco projeta IPCA de 4,60%, Selic de 12,25%, PIB de 1,60% e câmbio em R$ 5,40. O principal risco apontado para a inflação local é o choque do petróleo, capaz de gerar efeitos secundários sobre os preços ao longo do ano.

“Se esse choque persistir, a inflação tende a se disseminar, especialmente por meio dos bens industrializados, mesmo com a ajuda parcial do câmbio”, escreveram os analistas.

Leia também:

Tese da carteira

O cenário de juros ainda elevados e inflação persistente sustenta a alocação em títulos atrelados ao IPCA, sobretudo aqueles isentos de IR para pessoa física. O retorno real próximo de 8% ao ano combinado com a exposição a emissores líderes em seus segmentos compõe o atrativo da estratégia para o mês.

A diversificação setorial entre infraestrutura rodoviária, energia, farmacêutico, locação de equipamentos e papel e celulose reduz a concentração de risco de crédito e preserva liquidez razoável dentro do universo dos títulos incentivados.