Mesmo com apenas cinco dias, o último mês do ano está bem movimentado. Afinal de contas, o mercado observou a disparada do dólar, passando a casa dos R$ 6, e a expectativa dos juros futuros nas alturas. Este é um momento para escolher a melhor Renda Fixa de dezembro.
Este cenário influenciou a distribuição da Carteira Recomendada Renda Fixa da EQI Research do mês de dezembro.
Melhor renda fixa de dezembro: qual é o cenário atual?
No relatório, o analista de Renda Fixa João Neves da EQI Research aponta que o mês de dezembro trouxe consigo diversas mudanças no cenário econômico que impactaram as estratégias de investimento em renda fixa.
De acordo com Neves, os principais riscos econômicos se alteraram recentemente, e o ressurgimento da inflação passou a ser um ponto de atenção central.
“Para o mercado doméstico, estamos alterando nosso cenário base. Para refletir a contínua deterioração do ambiente macroeconômico local ao longo dos últimos meses, passamos a projetar que o ciclo de alta da Selic se acelere a partir da próxima reunião, levando a Selic a 14% ao longo de 2025, porém seguimos esperando queda maior da que a precificada no mercado após o final desse ciclo de alta, e consequentemente, uma Selic terminal inferior à implícita nas curvas de juros”, explicou o analista.
Entre os pontos de atenção que merecem destaque no cenário local estão as expectativas de inflação, o quadro fiscal e o nível de atividade econômica.
No mercado internacional, Neves reforça que as taxas de juros devem seguir um processo de cortes mais gradual, com uma redução adicional de 25 pontos-base ainda em 2024 e novas reduções ao longo de 2025 na mesma magnitude. No entanto, o risco de retorno da inflação também demanda vigilância constante.
“Os principais riscos ao nosso cenário incluem: (i) desaceleração mais rápida do que o esperado na economia norte-americana; (ii) nova alta significativa da inflação no curto prazo; (iii) adoção de políticas econômicas mais protecionistas pelo governo eleito. Esses fatores poderiam levar a uma nova reprecificação da curva de juros e obrigar o FED a revisar suas projeções, reduzindo o espaço para futuros cortes nas taxas”, indicou Neves.
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Qual é a distribuição dos investimentos?
Com base nesse contexto, a EQI Research apresentou uma carteira recomendada para dezembro, dividindo-a por perfil de investidor: conservador, moderado e agressivo. Para cada perfil, a alocação equilibra títulos pré-fixados, pós-fixados e indexados à inflação, de forma a maximizar retornos considerando o apetite ao risco.
No perfil conservador, a EQI Research recomenda uma alocação de 12,5% em títulos pré-fixados, com 2,5% destinados ao curto prazo e 10% ao médio prazo. Os títulos indexados à inflação representam 25% do portfólio, divididos igualmente entre curto e médio prazo, enquanto 62,5% são destinados a títulos pós-fixados, garantindo maior segurança contra oscilações de mercado.
No perfil moderado, a alocação em títulos pré-fixados sobe para 20%, sendo 5% no curto prazo e 15% no médio prazo. Os títulos atrelados à inflação representam 40%, com 15% no curto prazo, 20% no médio prazo e 5% no longo prazo. Os pós-fixados, por sua vez, ocupam 40% do portfólio.
Já para o perfil agressivo, os títulos pré-fixados ganham maior peso, representando 27,5% do total, com 7,5% no curto prazo e 20% no médio prazo. Os títulos indexados à inflação somam 37,5%, divididos em 12,5% no curto prazo, 20% no médio prazo e 5% no longo prazo, enquanto os pós-fixados ficam com 35% da alocação.
Como alocar os R$ 100 mil?
Para exemplificar como essa estratégia pode ser aplicada, a EQI Research apresentou uma simulação de carteira com R$ 100 mil investidos.
No perfil conservador, a recomendação é destinar R$ 12,5 mil a títulos pré-fixados, sendo R$ 2,5 mil em Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em abril de 2025 e R$ 10 mil em LTN com vencimento em janeiro de 2028. Não há alocação em vencimentos mais longos, como janeiro de 2030.
Os títulos indexados à inflação somam R$ 25 mil, divididos igualmente entre Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) com vencimentos em maio de 2027 e maio de 2035. Por fim, R$ 62,5 mil são direcionados a títulos pós-fixados, integralmente em Letras Financeiras do Tesouro (LFT) com vencimento em março de 2030.
No perfil moderado, a alocação em títulos pré-fixados aumenta para R$ 20 mil, sendo R$ 5 mil em LTN com vencimento em abril de 2025 e R$ 15 mil em LTN com vencimento em janeiro de 2028. Não há investimentos em vencimentos mais longos.
Para os títulos indexados à inflação, a alocação totaliza R$ 40 mil, com R$ 15 mil em NTN-B com vencimento em maio de 2027, R$ 20 mil em NTN-B com vencimento em maio de 2035 e R$ 5 mil em NTN-B com vencimento em maio de 2060. A alocação em títulos pós-fixados é de R$ 40 mil, integralmente em LFT com vencimento em março de 2030.
Por fim, no perfil agressivo, a recomendação é destinar R$ 27,5 mil a títulos pré-fixados, com R$ 7,5 mil em LTN com vencimento em abril de 2025 e R$ 20 mil em LTN com vencimento em janeiro de 2028. Não há alocação em vencimentos como janeiro de 2030.
Nos títulos indexados à inflação, a alocação é de R$ 37,5 mil, com R$ 12,5 mil em NTN-B com vencimento em maio de 2027, R$ 20 mil em NTN-B com vencimento em maio de 2035 e R$ 5 mil em NTN-B com vencimento em maio de 2060. Para os títulos pós-fixados, R$ 35 mil são direcionados a LFT com vencimento em março de 2030.
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