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Rebalanceamento da Carteira: os melhores ativos, na quantidade certa. Entenda

Rebalanceamento da Carteira: os melhores ativos, na quantidade certa. Entenda

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Abr 2022 às 18:46 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

04 Abr 2022 às 18:46 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

rebalanceamento da carteira: mulher equilibra relógio e moedas

Reprodução/Pixabay

Um dos grandes desafios de uma jornada de investimentos é impedir que sua carteira fique estagnada. Para obter bons retornos ao longo do tempo, não basta somente selecionar os melhores ativos para o seu portfólio, é preciso também fazer o rebalanceamento da carteira.

A ideia deste artigo é explicar o que é o rebalanceamento e porque essa técnica pode lhe ajudar em seus investimentos.

Basicamente, você deve manter uma postura proativa na gestão dos ativos do seu portfólio, ou seja, reavaliar os investimentos de forma periódica, à medida que surjam novos fatos/oportunidades e de acordo com mudanças no cenário econômico e financeiro.

O que é o rebalanceamento da carteira?

O rebalanceamento da carteira nada mais é do que uma ação decorrente do acompanhamento periódico da carteira.

Trata-se de uma técnica simples e eficaz, que não exige nenhum conhecimento avançado em economia, e funciona bem para pessoas organizadas e disciplinadas.

A técnica consiste em estipular uma composição bem definida para uma carteira de investimentos e seguir fielmente essa composição, com prazos definidos para calibragem.

Por exemplo, se a sua estratégia inicial prevê uma exposição de 15% do seu patrimônio em ações, e em determinado período a valorização da bolsa fique muito acima dos demais ativos, as suas ações provavelmente irão representar bem mais do que os 15% inicialmente estipulados.

Nesse caso acima, é seu papel vender ativos para reequilibrar o portfólio e manter a aderência da carteira dentro da sua estratégia de investimentos.

O contrário também é verdadeiro, utilizemos como exemplo o mês de março de 2020, no qual tivemos o início da pandemia de Covid aqui no Brasil e a bolsa de valores teve uma queda de aproximadamente 50% em menos de um mês.

Nesse caso, o mesmo investidor que inicialmente estava com 15% de exposição em renda variável, viu esse percentual baixar para menos de 10% devido a queda da bolsa. Um investidor atento a aderência da carteira, aproveitou essa queda para aportar em ativos de renda variável e pouco tempo depois viu seus ativos (na grande maioria) se valorizarem novamente, obtendo bons retornos.

Porque o rebalanceamento é uma boa estratégia

Fazer um reajuste periódico na carteira para respeitar a proporção estabelecida tem suas vantagens. Não se trata apenas de uma prova de disciplina e organização. Tem muito mais a ver com aquele diferencial dos grandes investidores: comprar na baixa e vender na alta.

Em um ano de queda das ações, é natural que a parcela de renda variável perca valor ao longo do período. Segundo a técnica de rebalanceamento da carteira, o investidor deverá vender o excedente em renda fixa e reaplicar em renda variável. Já em um ano forte da bolsa, a tendência é que ele venda ações para reaplicar em renda fixa.

Perceba que, nas duas situações, prevalece a lógica de vender na alta e comprar na baixa.

Se, ao final de períodos ruins, o investidor comprar ações e, ao final de períodos bons, vender parte dos papéis mais valorizados, fará boas escolhas. Pois, inevitavelmente, seu ganho será maior do que se investisse apenas em renda fixa. O rebalanceamento potencializa os ganhos médios e mantém a carteira saudável.

De quanto em quanto tempo devo fazer o rebalanceamento da carteira?

De forma geral, não existe uma regra fixa para estabelecer a periodicidade do rebalanceamento. Nesse sentido, o ideal é que o investidor não escolha prazos muito longos para revisitar a carteira. Isso porque sempre há mudanças nos ciclos de mercado. Se essas mudanças não forem acompanhadas, pode-se perder boas oportunidades de investimentos.

Especificamente em 2022, Juliano Custódio recomenda que o rebalanceamento seja feito, pelo menos, a cada três meses.

Clique no link abaixo, e confira na íntegra a entrevista com o CEO da EQI sobre a importância do rebalanceamento em 2022.

Deu para perceber a importância de rebalancear a carteira de investimentos? Basicamente, isso manterá o seu portfólio alinhado ao seu planejamento financeiro.

Por Darlin Agazzi, assessor de investimentos e sócio da EQI Investimentos. 

  • Quer saber mais sobre rebalanceamento da carteira? Preencha o formulário, clicando aqui, que um assessor da EQI entrará em contato. 
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