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Petrobras (PETR3; PETR4) tem nova troca na presidência

Petrobras (PETR3; PETR4) tem nova troca na presidência

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

24 Mai 2022 às 01:13 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

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24 Mai 2022 às 01:13 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Petrobras

Agência Brasil

Após pouco mais de um mês depois de assumir a presidência da Petrobras (PETR3; PETR4), José Mauro Ferreira Coelho já não é mais presidente da companhia. A saída dele foi divulgada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na noite desta segunda-feira (23). Em seu lugar, a petroleira passará a ser comandada por Caio Mário Paes de Andrade.

Essa mudança ocorre em meio à críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre a política de preços da companhia. A nota do MME cita que “diversos fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos”.

Esta é a terceira mudança no comando da empresa. Ferreira Coelho sucedeu o general Joaquim Luna e Silva, que ficou pouco mais de um ano no cargo. Este, por sua vez, substituiu Roberto Castello Branco, que havia sido indicado ainda no governo do ex-presidente Michel Temer.

Há poucos dias, José Mauro Coelho, havia sido que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não pretende intervir nos preços dos combustíveis e que ele “já entendeu” que a companhia, como empresa de capital aberto, deve praticar “preços de mercado”.

Petrobras (PETR3; PETR4): quem é o novo presidente

Caio Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduado em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University. Antes do cargo máximo na petroleira, ele esteve à frente da Secretaria de Desburocratização, do Ministério da Economia.

O nome do novo presidente ainda precisa ser aprovado pelo conselho de administração. A União, por ser acionista majoritário, possui maioria no conselho.

Ferreira Coelho entrou o lugar de Adriano Pires

O agora ex-presidente da Petrobras, que havia ocupado passagens por estatais como o próprio MME e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entrou na vaga após a desistência de Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE).

Pires havia declinado do convite alegando conflito de interesses pois, como presidente da petroleira, não poderia manter seu filho na consultoria que ele fundou. Assim, Ferreira Coelho havia sido indicado para o cargo.

Confira abaixo a nota, na íntegra, do MME:

O Governo Federal, como acionista controlador da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, participa que decidiu promover alteração da Presidência da Empresa.

O Governo consigna ao Presidente José Mauro os agradecimentos pelos resultados alcançados em sua gestão, frente a Petrobras. O Brasil vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais.

Adicionalmente, diversos fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos. Dessa maneira, para que sejam mantidas as condições necessárias para o crescimento do emprego e renda dos brasileiros, é preciso fortalecer a capacidade de investimento do setor privado como um todo. Trabalhar e contribuir para um cenário equilibrado na área energética é fundamental para a geração de valor da Empresa, gerando benefícios para toda a sociedade.

Assim, o Governo Federal decidiu convidar o Sr Caio Mário Paes de Andrade para exercer o Cargo de Presidente da Petrobras. O Sr Caio Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduado em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University.

Portanto, o indicado reúne todos as qualificações para liderar a Companhia a superar os desafios que a presente conjuntura impõe, incrementando o seu capital reputacional, promovendo o continuo aprimoramento administrativo e o crescente desempenho da Empresa, sem descuidar das responsabilidades de governança, ambiental e, especialmente, social da Petrobras.

Por fim, o Governo renova o seu compromisso de respeito a governança da Empresa, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Petrobras.

A retomada das Criptos?
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