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OMS alerta China para “insustentabilidade” de política de covid zero

OMS alerta China para “insustentabilidade” de política de covid zero

Redação EuQueroInvestir

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11 Mai 2022 às 14:15 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 2 min leitura

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11 Mai 2022 às 14:15 · 2 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Enfermeiros usando roupas similares a de astronauta no início da pandemia de covid-19

Reprodução

A OMS (Organização Mundial de Saúde) fez um alerta ao governo chinês para a insustentabilidade da política de covid zero que segue sendo adotada pelo país após a explosão de casos da variante ômicron nos últimos meses.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na terça-feira (10) que o surgimento de variantes do Sars-Cov2 exige novas formas de combate ao vírus, defendendo uma “mudança na estratégia” dos chineses e que a política de lockdowns “não é sustentável” no médio e longo prazos.

Desde o início do atual surto, em março, a China registrou mais de 760 mil novos casos da ômicron. Autoridades de várias metrópoles, entre elas Xangai e Pequim, renovaram a aposta em lockdowns parciais e testagem em massa para conter o surto.

O problema é que essa onda de fechamentos provocou impacto direto na atividade econômica, com a queda do PMI Composto aos níveis do início da pandemia e redução em índices de emprego.

Chineses veem risco

As autoridades chinesas, no entanto, não vêm dando sinais de alteração na postura, ao menos no médio e longo prazo. Estudos divulgados também na terça-feira por pesquisadores da Universidade Fudan, de Xangai, estimam que o país pode chegar a 112 milhões de casos e quase 1,6 milhão de mortes entre maio e julho se as medias de restrição forem levantadas.

O estudo, publicado na revista científica Nature, apontam a baixa aceitação de vacinas entre grupos mais velhos e a dependência do país de vacinas menos eficazes contra as novas variantes como principais fatores de risco.

Porém, os próprios pesquisadores da universidade admitem que, diante da rápida disseminação da ômicron, “é questionável se e por quanto tempo a política de covid zero pode permanecer em vigor”.

Entre as sugestões de especialistas estão a vacinação em massa de idosos (hoje apenas 61,5% das pessoas com mais de 60 anos no país já receberam a terceira dose) e a adoção de outras vacinas, mais eficazes, em detrimento das chinesas, que ficaram prontas antes, mas vêm se mostrando menos eficazes contra variantes.

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