Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
O que você NÃO deve fazer com a reserva de emergência

O que você NÃO deve fazer com a reserva de emergência

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

19 Fev 2022 às 10:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

19 Fev 2022 às 10:00 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

reserva de emergência

Pixabay

O conceito que melhor se encaixa para descrever a função da reserva de emergência é que ela deve ser encarada como um dinheiro guardado, não investido. 

Isso porque ela serve para ajudar na construção de uma base financeira, que possibilitará dar uma sustentação ao indivíduo diante de qualquer situação crítica. 

Até montá-la, a pessoa deve se considerar um “poupador” e não um “investidor”. 

Ter clareza sobre isso é importante para evitar erros que podem colocar tudo a perder e atrasar a expansão da vida financeira.   

Entenda agora, de uma vez por todas, o que você não deve fazer quando o assunto é reserva de emergência.

Entenda a reserva de emergência: para que ela serve? 

A reserva de emergência é um capital que, sim, deve ficar investido. Contudo, sua função é, basicamente, proteger seu patrimônio e fornecer tranquilidade em caso de acontecimentos inesperados.

O mais importante de tudo é saber que a reserva de emergência não é um investimento. Ela está um passo antes na vida de quem está se preparando para investir. 

Dessa forma, seu uso é destinado a cobrir situações em que seriam necessários realizar gastos imprevistos, que poderiam levar uma pessoa a contrair uma dívida com juros elevados.

Por exemplo: demissões, problemas de saúde, caso de morte de arrimos de família, entre outras. 

Para quem já está um passo à frente, ela serve para reduzir a necessidade de resgates antecipados de investimentos, que levariam a perdas potenciais, por exemplo. 

“Ter uma reserva de emergência impede que o investidor precise liquidar investimentos em um momento ruim”, comenta Valter Manfro, sócio da EQI e Head de Produtos Estruturados.

O que não se deve fazer na hora de montar a reserva de emergência?

Já vimos que o objetivo da reserva de emergência é ser um recurso que esteja disponível a qualquer momento, em caso de necessidade inesperada.

É muito importante ter clareza sobre esta finalidade para evitar erros comuns. 

Veja algumas dicas sobre o que se deve evitar quando o assunto é montar sua reserva de emergência:

1. Não aplicar em renda variável

O motivo para essa recomendação é bastante simples: como a renda variável apresenta oscilações no curto prazo, você poderia encontrar uma quantia bem menor do que a que aportou caso precise do dinheiro com urgência.

Então, nada de deixar a reserva em ações ou fundos imobiliários, por exemplo.

2. Não priorizar a liquidez 

Quando se fala em reserva de emergência, a liquidez vem em primeiro lugar. Afinal, este recurso precisa estar rapidamente à sua disposição em caso de necessidade imprevistas.

Portanto, a liquidez é a prioridade. Para montá-la, é preciso procurar por títulos seguros e com liquidez diária. Isto é, que permitem resgates a qualquer momento.

Já a rentabilidade pode e deve ficar em segundo plano.

3. Não se atentar à marcação a mercado

O título do Tesouro Direto mais recomendado para a reserva de emergência é o Tesouro Selic.

Isso porque, outras opções como Tesouros pré-fixados ou atrelados à inflação são títulos que sofrem uma atualização diária chamada “marcação a mercado”. 

Isto impacta os rendimentos tanto para baixo quanto para cima e deve ser um fator importante para quem quer pedir o resgate antecipado de algum título.

4. Não destinar a reserva de emergência para gastos (realmente) imprevisíveis

Não conte com a reserva de emergência para gastos como impostos, matrículas e viagens a lazer e/ou para antecipar consumos com desconto, por exemplo. Essas despesas são previsíveis e devem caber no orçamento fixo.

A reserva de emergência só deve ser usada para cobrir situações pontuais e que fujam do controle orçamentário, como a perda de renda, acometimento por doenças ou outra necessidade que se mostre essencial em um determinado momento. 

5. Não cuidar do dinheiro

Depois de tanto empenho em acumulá-la, não permita que o montante fique defasado. 

Quando se fala em guardar dinheiro para a reserva de emergência é importante ter em mente que isto não significa manter uma quantia na conta-corrente, por exemplo.

Nesse caso, a oportunidade de ter rendimentos com ela se perderia. Podendo, inclusive, ver o saldo perdendo valor para a inflação ao longo do tempo.

Da mesma forma, a poupança também não é recomendada para esta finalidade, pois os rendimentos são muito baixos e, em muitos casos, são menores do que o índice de inflação do país.

Com isso, o seu dinheiro, mesmo aplicado e rendendo, perderá poder de compra no futuro.

Além disso, a poupança só rende uma vez ao mês, na data de aniversário. Caso o poupador precise do dinheiro antes dessa data, ele perde a remuneração de todo o período entre os dois aniversários. 

Metas financeiras

Onde aplicar sua reserva de emergência?

Algumas aplicações que se encaixam perfeitamente para cumprir a finalidade da reserva de emergẽncia são:

  • Tesouro Selic: tem a segurança do governo federal, você pode ter acesso em d+1 (em um dia útil após pedir resgate) e tem pouquíssima ou quase nenhuma oscilação no preço do título, o rendimento é atrelado à Selic. 
  • CDB com liquidez diária: conta com garantia do FGC para investimentos de até R$ 250 mil em cada emissor; e a depender do horário em que pedir o resgate, o recurso pode ficar disponível ainda no mesmo dia. Na plataforma do BTG tem rentabilidade de 103% do CDI. 
  • Fundo com liquidez diária/Tesouro Selic: tem como objetivo acompanhar a variação do CDI, a depender do horário em que pedir o resgate o recurso pode ficar disponível ainda no mesmo dia, geralmente o rendimento varia entre 100% e 107% do CDI.

Reserva de emergência: como acertar no planejamento

Você nunca irá errar na hora de montar sua reserva de emergência se considerar as principais características:

  • Segurança: você não pode correr risco de crédito e de não receber o dinheiro aplicado de volta quando precisar;
  • Liquidez: a reserva é para ser usada a qualquer momento, então não faz sentido investir em ativos com prazo de carência;
  • Baixa volatilidade: o capital investido não pode sofrer oscilações, como acontece com ativos de renda variável, você corre o risco de precisar do recurso em um momento que o mercado estiver em baixa e ter que vender ativos no prejuízo.

E, para finalizar, entenda a reserva de emergência é um montante que você poderá contar para amortecer os impactos de despesas inesperadas, sem deixar o orçamento sair dos trilhos.

Além disso, o passo seguinte para alcançar um novo patamar de vida e realizar sonhos é compreender como fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. 

E, para isso, é preciso saber onde investir!

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias