Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Quais são os investimentos sem incidência de Imposto de Renda?

Quais são os investimentos sem incidência de Imposto de Renda?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

13 Dez 2021 às 19:30 · Última atualização: 13 Dez 2021 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

13 Dez 2021 às 19:30 · 6 min leitura
Última atualização: 13 Dez 2021

Retificação do IR: como fazer

Reprodução/Internet

Para quem procura maximizar a rentabilidade em seus investimentos, deve considerar o peso dos impostos sobre suas aplicações financeiras.

Dessa forma, opções de investimentos sem imposto de renda devem ser levadas em conta na hora aplicar seus recursos. Assim, Confira abaixo algumas alternativas para investir seu dinheiro sem pagar nenhum centavo de Imposto de Renda (IR).

Conheça investimentos isentos de Imposto de Renda:

Caderneta de Poupança

A Poupança é uma aplicação 100% isenta de Imposto de Renda. Ela deve ser lançada no Imposto de Renda como Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.

A caderneta possui dois períodos distintos para o cálculo do seu rendimento. O primeiro período considera os depósitos realizados antes de 4 de maio de 2012. Nesse caso, a rentabilidade da poupança é de 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial) que atualmente está zerada.

Já o segundo período contempla os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012. Nessa situação, calcula-se os juros da seguinte forma:

– quando a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança será de 70% da Selic + TR;

– quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, os juros da poupança serão de 0,5% ao mês + TR.

Atualmente, o rendimento da poupança é de cerca de 0,45% ao mês. Para o final de 2021, a expectativa é de que a Selic supere o patamar de 8,5%. Se isso acontecer, o rendimento da poupança passaria a ser de 6,17% ao ano.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Do ponto de vista de quem investe, as LCIs e LCAs são idênticas, o que muda é o lastro do papel.

Isso porque as letras de crédito imobiliário têm lastro na carteira de créditos do setor imobiliário mantida pela instituição emissora. Por outro lado, as letras de crédito do agronegócio são utilizadas para captar recursos para a cadeia do agronegócio.

As LCIs e LCAs são muito semelhantes aos CDBs.  Nesse sentido, o investidor que adquire esses papéis também “empresta” dinheiro para o banco, em troca de uma remuneração.

Assim como os CDBs, as LCIs e LCAs têm a garantia do fundo garantidor de crédito (FGC) e podem ser pós ou prefixadas.

Normalmente, as LCIs e LCAs possuem liquidez inferior à de outros produtos de renda fixa. Isso significa que o investidor não consegue sacar os recursos a qualquer momento.

Nesses títulos, via de regra, o prazo mínimo para o resgate é de 90 dias. Todavia, ele pode ser bem maior quando a renumeração estiver atrelada a um índice de preços. Nesse caso, o prazo poderá ser de 12 meses, se a atualização do título for anual, ou 36 meses se for mensal.

CRI

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) são ótimas opções de investimento. São papéis atrelados a imóveis físicos e isso traz segurança ao investidor, pois o bem pode passar por liquidação em caso de inadimplência.

Eles são utilizados por empresas do ramo de imóveis para captar recursos e realizar investimentos visando sua expansão.

Outro aspecto importante dos CRIs é ser preciso a intermediação de uma instituição chamada securitizadora em seu processo de emissão. Atente para o fato de não confundir com seguradoras.

Assim, ainda que a emissão seja de empresas do ramo imobiliário, quem faz o processo operacional de emissão deve ser uma securitizadora. Trata-se de uma instituição não financeira com finalidade de comercialização dos papéis.

Na prática, o que ocorre é uma espécie de antecipação de recebíveis: grandes corporações com contratos de longo prazo “empacotam” seu recebimento futuro e trazem a valor presente.

Depois, transformam esse direito de recebimento por meio de uma securitizadora em CRI e permitem sua distribuição no mercado.

Quem adquire o papel faz um investimento com uma promessa de retorno do capital investido no futuro acrescido de juros.

CRA

O certificado de recebiveis do agronegócio (CRA) é um título pertencente ao mercado de renda fixa, mais especificamente de crédito privado. As empresas que o emitem fazem parte do agronegócio brasileiro.

O título é lançado no mercado com o objetivo de captar recursos para ampliar a produção e lucratividade dessas empresas.

Esse é um detalhe importante na caracterização de um CRA: o dinheiro captado por meio de sua emissão deve ser empregado obrigatoriamente em atividades ligadas ao agronegócio.

A empresa interessada no levantamento de recursos faz a emissão do título antecipando um fluxo financeiro que só aconteceria no futuro.

É uma operação análoga àquela que o varejista faz quando antecipa os valores a receber das vendas feitas no cartão de crédito.

No entanto, não é possível fazer todo esse procedimento diretamente com os investidores no mercado financeiro.

É preciso que haja a intermediação de pelo menos dois entes do Sistema Financeiro Nacional da mesma forma que o CRI.

Debêntures Incentivadas

As debêntures incentivadas surgiram em 2011 com o objetivo de fomentar o investimento em crédito privado e expandir a infraestrutura do país. Nos últimos anos, a aplicação ganhou muita notoriedade, principalmente por contar com a isenção no pagamento de imposto de renda pelo investidor.

Essa isenção acontece porque elas são emitidas por empresas que fazem uso do dinheiro captado para financiar projetos de infraestrutura.

A aplicação precisa se dar em setores como o transporte, energia, saneamento básico, logística, telecomunicações, aviação civil e mineração.

Dividendos

As empresas listadas na bolsa de valores, quando têm lucro, são obrigadas a repassar aos seus acionistas um percentual desse lucro. Isso se dá através do pagamento de dividendos, que são isentos de imposto de renda.

Esses lucros são distribuídos de acordo com a quantidade de ações que cada investidor possui. Ou seja, de acordo com a parcela da empresa que pertence a ele.

No Brasil, as empresas são obrigadas por lei a dividir seus lucros com os acionistas.

Venda de ações até o limite de R$ 20 mil por mês 

Para pessoas físicas, os ganhos líquidos com venda de ações em operações comuns no mercado à vista são isentos de Imposto de Renda.

Mas tem um detalhe: para isso, o valor da venda das ações em um mês no mercado à vista não pode superar R$ 20 mil. Caso ultrapasse, a alíquota é de 15%.

Quer conhecer alternativas interessantes de investimentos? Então, preencha o formulário para um assessor da EQI Investimentos entrar em contato!   

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias