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Nubank (NUBR33) deixa de ser listado na B3 e passa a operar somente em Nova York

Nubank (NUBR33) deixa de ser listado na B3 e passa a operar somente em Nova York

Osni Alves

Osni Alves

16 Set 2022 às 10:52 · Última atualização: 16 Set 2022 · 5 min leitura

Osni Alves

16 Set 2022 às 10:52 · 5 min leitura
Última atualização: 16 Set 2022

Imagem mostra um jovem trabalhando com um painel do Nubank de fundo.

O Nubank (NUBR33) deixou de ser listado na B3, a bolsa brasileira, e passou a operar somente na bolsa de Nova York (NYSE).

O movimento se dá nove meses após a fintech promover sua oferta pública inicial (IPO) para ingressar justamente no Ibovespa.

Acontece que o banco digital pretender reestruturar seu programa de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e, assim, justifica sua saída do Nível I da B3 para o Nível III.

Com a iniciativa, o Nubank diz ampliar a eficiência e minimizar os impactos relacionados à sua presença em duas bolsas distintas. Ou seja, quer cortar custos.

Entretanto, do lado do investidor, a decisão impacta potencialmente cerca de 7,5 milhões de clientes que aderiram ao programa de sócios para ganhar ao menos um BDR quando a fintech abriu o capital, bem como outros 800 mil investidores que adquiriram os recibos, na ocasião.

A partir de agora, o investidor que pretenda manter ativos da companhia em carteira deverá fazer a migração para receber BDRs de Nível I na proporção de 1 para 1. Caso tenha seis BDRs, no mínimo, de Nível III, deve trocar por ações ordinárias de classe A negociadas na NYSE.

Outra opção seria vender os BDRs de Nível III no mercado, mas esta se direciona aos que pretendem se desfazer dos ativos da fintech.

Porém, há ainda um “caminho” para o Nubank concluir toda essa operação, que seria, primeiramente, requerer o cancelamento de registro como emissor estrangeiro no Brasil, além de aguardar a aprovação por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3.

Imagem mostra o cartão do Nubank.

Ação do Nubank (NUBR33) nesta sexta

Aação do Nubank (NUBR33) nesta sexta-feira (16), por volta das 10h30, caía 2,73%, cotada a R$ 4,63. O papel deverá ficar amassado por boa parte do dia, por conta do anúncio, além de correr o risco de fechar o dia em queda.

Em agosto deste ano a fintech divulgou seu balanço corporativo referente ao segundo trimestre de 2022, reportando lucro líquido ajustado de US$ 17 milhões no período, resultado praticamente estável com o segundo trimestre de 2021.

Entretanto, quando se considera o resultado contábil, sem ajustes, o banco digital teve prejuízo de US$ 29,9 milhões entre abril e junho, acima dos US$ 15,2 milhões do mesmo período de 2021.

Vale lembrar que o banco digital chegou a 65,3 milhões de clientes, um salto de 57% em 12 meses, considerando os negócios no Brasil, Colômbia e México, os três países onde atua. No crédito, ficou mais conservador nos últimos meses nas linhas de empréstimo pessoal. A carteira total chegou a US$ 9,2 bilhões, expansão de 4,5% em um trimestre.

Já a inadimplência ficou praticamente estável, em 4,1%, considerando os atrasos acima de 90 dias e a operação no Brasil. Ao final de março, a taxa de calotes estava em 4,2% e há 12 meses, ao final de junho de 2021, em 2,9%. A taxa para atrasos entre 15 a 90 dias também ficou estável, em 3,7%.

Gráfico mostra o movimento da ação NUBR33 na B3.

O BTG e a avaliação para o NUBR33

O BTG Pactual (BPAC11) tem recomendação Neutra para o Nubank (NUBR33), com preço-alvo em R$ 3,20, conforme relatório divulgado em 31 de agosto de 2022.

No documento, o banco de investimentos elenca que apesar da recente desaceleração, o Nu continua vendo muito espaço para aumentar sua carteira de empréstimos.

Atualmente, a empresa não vê nenhum problema relacionado ao produto que afete seu crescimento de crédito ou problemas com falta de financiamento/demanda. “Pelo contrário”, destaca a equipe de research.

Na verdade, o principal gargalo atualmente é o apetite de risco do Nu, que recentemente decidiu limitar a originação de empréstimos pessoais em ~R$ 5 bilhões/trimestre devido ao ciclo de crédito mais desafiador.

“O limite deve continuar no curto prazo, dependendo das condições macro, é claro. Embora o Nu tenha apertado seus limites de crédito para empréstimos pessoais, também aumentou as taxas de juros a partir de abril (o impacto total da repactuação deve aparecer nos números do terceiro trimestre)”, ressaltou.

E disse mais: “atualmente, a metodologia de underwriting do Nu assume que as perdas futuras serão maiores do que no passado, então os modelos de originação de crédito estão suportando mais que o dobro de perdas do que realmente está sendo observado (os modelos consideram perdas efetivas de 11% em cartões de crédito e 22% em empréstimos pessoais). Além disso, o Nu parece bem financiado, com uma relação empréstimos/depósitos muito baixo de 69% (24% se considerarmos apenas a parte dos empréstimos que rendem juros), que deve aumentar à medida que a carteira cresce.”

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