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X indica representante legal: o que ainda falta para rede ser desbloqueada?

X indica representante legal: o que ainda falta para rede ser desbloqueada?

Na sexta-feira à noite (20), o X, antigo Twitter, nomeou a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova como sua representante legal no Brasil.

Na sexta-feira à noite (20), o X, antigo Twitter, nomeou a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova como sua representante legal no Brasil.

A indicação foi feita após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter dado um prazo de 24 horas para que a rede social comprovasse a nomeação de seus representantes legais.

Desde 30 de agosto, a plataforma está bloqueada no Brasil por não cumprir ordens judiciais. O escritório Pinheiro Neto Advogados, que defende o X em processos na Justiça brasileira, confirmou a nomeação de Rachel Villa Nova.

“O Pinheiro Neto Advogados confirma que, nesta sexta-feira, 20/9, foram apresentados esclarecimentos e informações em resposta à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF”, informou a nota.

O que o X já fez

Dentre as exigências feitas ao X, já foram cumpridas:

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  • Suspensão de contas: perfis considerados envolvidos na disseminação de desinformação e discursos antidemocráticos foram excluídos, incluindo o blogueiro Allan dos Santos, o youtuber Monark e o ex-comentarista Paulo Figueiredo. A exclusão dessas contas era uma das principais exigências da Justiça brasileira.
  • Pagamento de multas: o X pagou as multas impostas pelo STF, que somavam R$ 18,3 milhões, por meio do bloqueio de recursos da Starlink, outra empresa de Elon Musk.

O que ainda falta o X fazer

  • Dentre as exigências que ainda estão pendentes estão:
  • Junta Comercial: o X precisa apresentar documentos de registro na Junta Comercial para regularizar sua atuação no Brasil.
  • Nova multa: Moraes impôs uma nova multa de R$ 5 milhões ao X por driblar o bloqueio judicial, alterando endereços de IP após uma atualização, o que permitiu que alguns usuários acessassem a rede, apesar da proibição. O X deve pagar a multa ou recorrer dentro do prazo legal.
  • Cloudflare: o X precisa comprovar que deixou de utilizar os servidores da Cloudflare e que voltou ao sistema anterior, que permitia o bloqueio dos IPs. Moraes determinou a suspensão imediata dos IPs do X hospedados nos servidores Cloudflare, Fastly e Edgeuno.

Usuários que acessaram o X: o que vai acontecer?

A Polícia Federal foi acionada para investigar usuários que acessaram a plataforma após o bloqueio em 30 de agosto. O objetivo é identificar aqueles que fizeram “uso extremo” da rede durante o período de suspensão. Essa investigação decorre de uma decisão de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Usuários que violaram a suspensão ao X podem ser multados em R$ 50 mil diários. Moraes ordenou que a PF monitore esses casos e, ao identificar os infratores, envie uma notificação da decisão do STF. Se o comportamento persistir, a multa será aplicada. Alguns parlamentares desafiaram publicamente a determinação.