A Weg (WEGE3) recebeu uma notícia favorável do front americano. O governo de Donald Trump assinou uma nova proclamação que redefine as tarifas sobre produtos industriais e de infraestrutura elétrica importados pelos Estados Unidos,fixando uma alíquota de 15% sobre equipamentos com alto teor de metais — como aço, cobre e alumínio.
As ações da Weg tem alta de aproximadamente 5% em 2026, um desempenho bem abaixo dos 17% do Ibovespa.
Para os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, do BTG Pactual, a medida representa um avanço relevante para a fabricante brasileira de motores e equipamentos elétricos.
A mudança está inserida no marco regulatório conhecido como Section 232, que rege as tarifas americanas sobre metais e seus derivados. Pela nova regra, produtos feitos inteiramente ou majoritariamente de alumínio, aço ou cobre seguem sujeitos a uma tarifa flat de 50% sobre o valor total. Já derivados com alta concentração desses materiais enfrentam 25%.
O ponto central para a Weg, segundo os analistas, é que “equipamentos industriais e de rede elétrica ricos em metais serão elegíveis para uma tarifa reduzida de 15% até 2027, com o objetivo de apoiar o crescimento da base industrial americana”.
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A equipe do BTG estima que os produtos das divisões EEI e T&D da Weg se enquadrem nessa categoria mais favorável.
Queda efetiva na tarifa
O motivo é direto: “aproximadamente 45% do custo dos produtos da Weg é composto por cobre, aço e alumínio”, apontam Marquiori, Recchia e Alkmim. Com isso, a alíquota efetiva sobre o conteúdo metálico dos produtos cai de 50% para 15% — uma redução expressiva.
O alívio não é isolado. Anteriormente, o Brasil havia sido excluído das tarifas específicas de 50% sobre produtos nacionais, que passaram a 10% após decisão da Suprema Corte americana.
Para os analistas, o desenvolvimento da semana passada é um catalisador positivo adicional para a companhia, especialmente quando combinado ao cenário anterior.
Produtos mais caros
Outro fator favorável são os reajustes de preços praticados pela Weg no mercado americano no ano passado.
Segundo o BTG, os aumentos “na casa de dois dígitos altos” elevam as chances de que “o recente alívio tarifário se traduza em margens mais fortes e estáveis daqui para frente”.
Apesar de concorrentes americanos também se beneficiarem da nova regra, os analistas avaliam que o impacto para eles deve ser menos significativo do que para a Weg.
A recomendação segue sendo de compra — mesmo com o papel negociando a “31 vezes o lucro estimado para 2026”, valuation considerado elevado, mas justificado pelo novo cenário competitivo.
O preço-alvo é de R$ 65, o que corresponde a um potencial de valorização de aproximadamente 30%.
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