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Vale Base Metals conclui venda de fatia de participação em mina no Canadá

Vale Base Metals conclui venda de fatia de participação em mina no Canadá

Subsidiária da Vale (VALE3) mantém participação minoritária de 18,9% e contrato de compra de concentrado de níquel

A Vale Base Metals (VBM), companhia controlada pela Vale (VALE3), informou a conclusão da transação que estabelece a Exiro Nickel Company como nova controladora e operadora do Complexo da Mina de Thompson, localizado na província de Manitoba, no Canadá. A informação foi divulgada pela Vale em comunicado ao mercado.

Pelo novo arranjo, a Exiro Minerals Corp., a Orion Resource Partners LP e a Canada Growth Fund Inc. (CGF) detêm, em conjunto, 81,1% da Exiro Nickel. A Vale Base Metals, por meio da subsidiária Vale Canada Limited, permanece como sócia minoritária, com 18,9% de participação.

Segundo a Vale, todas as aprovações regulatórias e governamentais usuais exigidas para a conclusão da operação foram obtidas.

Contrato de offtake

Além de manter a fatia minoritária, a Vale Base Metals celebrou um contrato plurianual de offtake para o concentrado de níquel produzido na planta de Thompson. O acordo assegura à companhia o acesso ao material gerado pela operação, mesmo após a mudança de controle.

De acordo com a Vale, a transação está alinhada à estratégia da Vale Base Metals de gerir ativamente seu portfólio e viabilizar uma estrutura de controle e investimentos dedicada a Thompson. A conclusão do negócio também encerra a revisão estratégica das operações do complexo.

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Com a mudança, a gestão operacional de Thompson passa à Exiro Nickel, enquanto a VBM segue vinculada ao ativo como acionista e compradora do concentrado de níquel.

No fim de setembro, a ação VALE3 recuou 2,18%, a R$ 69,61, e encerrou o dia abaixo de R$ 70 pela primeira vez no ano. Mesmo diante da pressão sobre os papéis, o JPMorgan elevou o preço-alvo da mineradora de R$ 109 para R$ 114 e manteve a recomendação de compra.

Para os ADRs da Vale negociados nos Estados Unidos, o banco também revisou a estimativa, de US$ 21 para US$ 22. A avaliação ocorre em meio à forte alta dos fretes marítimos, que vem pressionando a rentabilidade de produtoras de minério de ferro e levando algumas concorrentes a suspender operações no Brasil.

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