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TotalPass é ameaça ou motor de crescimento para a SmartFit?

TotalPass é ameaça ou motor de crescimento para a SmartFit?

Equilíbrio estratégico entre as duas fuciona como um carro com “dois motores, mas um único volante”

Não se trata de escolher entre TotalPass ou SmartFit (SMFT3). Uma análise do BTG Pactual mostra que a verdadeira dinâmica competitiva no mercado fitness está em como uma transforma o modelo de negócios da outra — e vice‑versa. Os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Pedro Lima descrevem a relação como “dois motores, um único volante”, destacando que SmartFit e TotalPass movem engrenagens complementares de crescimento

Segundo o relatório, os dois modelos seguem lógicas distintas: “os dois modelos de negócio: ‘retorno por assinatura’ versus ‘retorno por utilização’”.

No B2C tradicional, a SmartFit opera com receita mensal previsível por membro e custos relevantes de operação — aluguel, equipe, manutenção. No terceiro trimestre de 2025, com 2,2 milhões de membros, a rede registrou R$ 605,3 milhões em receita no Brasil, cerca de R$ 90 mensais por aluno, além de margem bruta de caixa antes de pré‑operacionais de 47,9%.

Já a TotalPass funciona como plataforma B2B de acesso e utilização. O BTG enfatiza que o serviço “também é um produto de rede mais amplo”, não apenas um canal de entrada para as academias da rede. Em 2024, a plataforma somou 21 mil unidades parceiras no Brasil e quatro mil no México, dando acesso a 25 mil clubes.

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O ponto central está na diferença entre uso e receita. Em 2024, 13% dos check‑ins nos clubes próprios vieram da TotalPass, mas representaram apenas 8% da receita — cerca de 0,62 vez a receita por visita do membro B2C, ou 38% menos yield. O BTG observa que essa diferença “tem diminuído (mas não deve chegar a zero)”, reforçando que o produto é estruturalmente descontado em relação à assinatura direta.

Essa diluição de ticket, porém, tem efeitos positivos. O crescimento da TotalPass aumenta o retorno sobre capital (ROIC), melhora a escala, dilui despesas gerais e monetiza horas ociosas nas academias.

O desafio estratégico é calibrar o mix para não prejudicar a experiência do assinante tradicional nem saturar capacidade. O relatório resume esse equilíbrio estratégico como “dois motores, um único volante”, no qual o B2C funciona como a “máquina de caixa” e a TotalPass como um “acelerador de escala”.

O BTG tem recomendação de compra às ações, com preço-alvo de R$ 30.

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