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Mobly (MBLY3) acusa família Dubrule de ameaça de diluição e rejeita OPA

Mobly (MBLY3) acusa família Dubrule de ameaça de diluição e rejeita OPA

Mobly acusa família Dubrule de ameaça de diluição em OPA e recomenda rejeição da proposta, citando falta de transparência e riscos aos acionistas

A Mobly (MBLY3) divulgou nesta sexta-feira (4) uma nota acusando a família Dubrule, os fundadores da Tok&Stok, que busca adquirir o controle da empresa por meio de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), de ameaçar diluir acionistas que não aderirem à proposta. 

A empresa criticou a falta de transparência nos termos da oferta e alertou para riscos aos investidores, classificando a movimentação como “contraditória” e “conveniente” para os interesses do grupo francês.

Em resposta a uma nova carta enviada pela família Dubrule, que reiterou um compromisso “irrevogável e irretratável” de capitalizar a Mobly caso obtenha o controle, a administração da companhia destacou que a proposta continua sem detalhes essenciais, como o preço por ação da capitalização. 

A Mobly ressaltou que o valor oferecido na OPA, de R$ 0,68 por ação, é um “expressivo desconto” sobre o valor de mercado e patrimonial, o que, segundo a empresa, soa como uma “ameaça de ampla diluição” aos acionistas que recusarem a venda.

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Histórico de conflitos e dívidas

A nota relembra o passado da Tok&Stok, empresa controlada pela Mobly desde novembro de 2024, que teve um pedido de falência em abril de 2023 sob gestão da família Dubrule. 

A Mobly afirmou que, antes da aquisição, reestruturou integralmente as dívidas da Tok&Stok, algo que os Dubrule teriam tentado “obstruir e impedir”. Segundo a administração, a família propôs na época uma capitalização de R$ 100 milhões que, além de diluir os controladores da Tok&Stok, permitiria a retomada do controle sem pagamento adequado aos acionistas.

Estratégia de sinergias em curso

A Mobly destacou avanços na integração da Tok&Stok, com medidas como corte de custos administrativos, renegociação com fornecedores e redução de despesas logísticas, que geraram R$ 80 milhões e R$ 135 milhões em caixa nos próximos cinco anos.

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Recomendação aos acionistas

A administração reafirmou seu “dever fiduciário” de maximizar o valor para os acionistas e recomendou a rejeição da proposta da família Dubrule na Assembleia Geral marcada para 30 de abril, que visa alterar a cláusula de OPA no estatuto da empresa. 

O Conselho de Administração irá se manifestar sobre o mérito de qualquer OPA caso um edital seja publicado“, finalizou a nota, reforçando o compromisso com a estratégia atual.

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