Os resultados e a geração de caixa livre da Gerdau (GGBR4), no quarto trimestre de 2025, superaram, em partes, as expectativas do mercado.
“O Ebitda comparável da Gerdau no 4T25, de R$ 2,374 bilhões, foi 7% superior à nossa estimativa de R$ 2,217 bilhões e em linha com o consenso da empresa de R$ 2,349 bilhões. Os resultados superaram nossas estimativas em todos os segmentos”, aponta o analista do Safra, Ricardo Monegaglia.
A geração de fluxo de caixa livre atingiu R$ 1,4 bilhão, principalmente devido à maior liberação de capital de giro e menores juros em caixa. A relação dívida líquida/EBITDA em reais diminuiu para 0,76x, ante 0,81x no trimestre anterior.
Gerdau é americana?
O BTG Pactual ressalta que com a queda contínua das margens no Brasil, atingindo mínimas de 7% durante a crise, a Gerdau é agora essencialmente uma siderúrgica americana, com mais de 70% do Ebitda proveniente da região, o que é visto como uma vantagem competitiva em relação às concorrentes brasileiras.
“Há muito tempo argumentamos que a Gerdau opera em um ambiente de ritmo acelerado em todas as suas regiões, e os resultados do 4º trimestre apenas reforçaram essa visão. A exposição da empresa aos EUA tem sido crucial, especialmente considerando o cenário ainda desafiador no Brasil”, ressaltam os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo.
Segundo eles, embora a diferença na margem fosse esperada, a participação de 73% dos negócios nos EUA no Ebitda consolidado é claramente um destaque. “As operações nos EUA permanecem tão fortes quanto sempre”, dizem.
A margem Ebitda ficou em 21%, chegando a R$ 1,8 bilhão. Por outro lado, o Brasil continua apresentando desempenho inferior, com Ebitda de R$ 509 milhões, o que implica uma margem fraca de 7% (em linha com o mercado).
Além disso, o BTG ressalta que a empresa anunciou uma baixa contábil “um tanto inesperada” de seus ativos brasileiros no valor de R$ 2 bilhões, “o que é mais um indicativo de como as condições de mercado continuam desafiadoras”.
Por fim, a Gerdau também anunciou o pagamento de um pequeno dividendo de R$ 0,10 por ação e a aprovação de um novo programa de recompra de ações representando 2,9% das ações em circulação.
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