Mesmo com o avanço da inteligência artificial, o ambiente tributário brasileiro segue exigindo assessoria especializada, segundo painelistas da Money Week 2026. O evento da EQI Investimentos foi realizado nesta sexta-feira (28), em Balneário Camboriú. Participaram Carlos Costa, sócio da BP Tax, e Maria Carolina, conhecida como Duquesa de Tax e fundadora da Detax Consultoria. João Zanott, analista da EQI Research, completou o painel.
“Não há IA que resolva o problema de contabilidade do Brasil. É preciso do contador, advogado, tributarista”, disse Carlos Costa, sócio da BP Tax.
Tributação dos dividendos
Carlos Costa citou a tributação sobre lucros e dividendos como um dos pontos mais sensíveis do momento. Para ele, a expectativa é de que a carga ainda recue.
“34% sobre a rentabilidade e mais 10% quando distribui. Ainda tenho esperança de que isso vai cair”, afirmou Costa.
Para Costa, o cenário exige especialização crescente em tributação internacional e impostos indiretos. João Zanott, da EQI Research, reforçou que a relação entre contador e assessor de investimentos ganhou peso com a tributação dos dividendos.
“A relação entre o contador e o assessor de investimentos passou a ser muito mais importante com a tributação dos dividendos”, disse Zanott.
Maria Carolina, a Duquesa de Tax, destacou que o planejamento tributário está cada vez mais individualizado. Segundo ela, ferramentas de inteligência artificial ainda travam diante de decisões jurídicas complexas.
“O planejamento cada vez é mais individual, e o tributário é cada vez mais detalhista. No primeiro momento em que a IA precisa entender uma decisão do STF, ela desiste. Ou o artigo 7º de bitributação internacional”, disse Maria Carolina, fundadora da Detax Consultoria.
A palestrante encerrou com um conselho direto aos investidores e empresários presentes na plateia.
“Não brigue com as regras, se adapte a elas”, concluiu.






