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Money Week: Sérgio Moro debate cenários para 2022. Garanta sua vaga!

Money Week: Sérgio Moro debate cenários para 2022. Garanta sua vaga!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

20 Dez 2021 às 23:00 · Última atualização: 20 Dez 2021 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

20 Dez 2021 às 23:00 · 7 min leitura
Última atualização: 20 Dez 2021

Moro

Reprodução/Wikipedia

Ex-juiz, ex-ministro da Justiça e pré-candidato à presidência da República, Sérgio Moro é uma das figuras públicas mais comentadas do Brasil desde 2014.

Isso porque ele esteve sob holofotes em momentos decisivos para a história política recente do país. Como juiz federal, foi o nome forte da Operação Lava Jato e foi quem condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, em julho de 2017.

Depois, já como ex-juiz e ministro do governo Jair Bolsonaro, deixou o cargo de maneira contundente, após romper com o chefe.

Ironia do destino, em 2022, ele deve concorrer à presidência justamente tendo Lula e Bolsonaro como adversários, sendo um dos nomes fortes da chamada “terceira via”.

Para debater sobre o nada fácil cenário político que se desenha para o ano que vem, Sérgio Moro foi convidado para a edição especial da Money Week Cenários 2022.

O evento, totalmente online e gratuito, acontece de 11 a 14 de janeiro de 2022. E você pode participar, clicando aqui e fazendo seu cadastro.

Vamos conhecer um pouco mais sobre Sergio Moro? Confira.

Quem é Sérgio Moro?

Sérgio Fernando Moro nasceu na cidade paranaense de Ponta Grossa, em 1 de agosto de 1972. É filho de Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, ex-professor de geografia da Universidade Estadual de Maringá. É casado com a advogada Rosângela Wolff de Quadros Moro, com quem tem dois filhos.

Carreira

Moro cursou direito na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Estagiou em um escritório de advocacia de direito tributário por dois anos, sendo classificado como um “sujeito sensacional” pelo advogado que o contratou, Irivaldo de Souza. “Sérgio era muito focado. Sempre buscando a carreira de juiz”, afirmou a advogada Carla Sakai, que dividia a sala de trabalho com Moro, em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo.

Em 1995 ele se formou e, apenas um ano depois, com 24 anos, foi aprovado em um concurso para juiz federal.

A cidade escolhida para atuar foi Curitiba, onde também começou a lecionar, ainda em 1996, na Universidade Federal do Paraná. Foi lá que conheceu sua esposa. O professor Moro de então tinha praticamente a idade de seus alunos.

“Ele sempre foi um ponto fora da curva. Tinha nossa idade, formado há menos de um ano, aprovado em concurso de juiz meses após colar grau e dando aula em faculdade”, afirmou um ex-aluno não identificado da primeira turma de Moro em reportagem do jornal paranaense Gazeta do Povo.

O juiz federal iniciou sua carreira em Curitiba, atuando na 4ª Região, mas também teve passagens por Cascavel, no interior do estado, e Joinville, em Santa Catarina, até regressar à capital paranaense como titular da 13ª Vara, especializada em crimes.

Moro também cursou o programa para instrução de advogados da Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. É ainda mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná.

Moro se especializou em crimes financeiros e cursou um mestrado prático no caso Banestado, um processo judicial desenvolvido entre 2003 e 2007, que levou à condenação de quase 100 pessoas pelo envio ilegal de divisas ao exterior de vários bancos brasileiros. Um dos condenados foi outro cidadão paranaense, o doleiro Alberto Youssef, com quem Moro se reencontraria no caso do Petrolão.

O juiz atuou também na Operação Farol da Colina, desdobramento do Banestado. No caso do Escândalo do Mensalão, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber convocou-o para auxiliá-la, devido a seus conhecimentos em crimes financeiros e no combate à lavagem de dinheiro. Seu livro, “Crime de Lavagem de Dinheiro” (Editora Saraiva) virou referência e foi um dos mais citados no julgamento do Mensalão.

A Operação Lava-jato

Um dos episódios mais marcantes da vida de Sérgio Moro foi a sua atuação na Operação Lava-jato, que foi considerada uma das maiores operações de combate à corrupção já feitas no Brasil.

A participação de Sérgio Moro foi decisiva e se mostrou diferente daquilo que se observa na Justiça brasileira, pois ele conduzia os processos em um ritmo bem mais rápido que o comum.

Os acontecimentos dessa operação tornaram o então juiz federal do TRF-4 uma figura conhecida em todo o país e, inclusive, aclamado por muitos como sendo um herói: o “Super Moro”, como foi chamado em inúmeras manifestações a favor da Lava-jato ocorridas em várias cidades brasileiras.

Atuação como juiz questionada

Entretanto, apesar de celebrado por parte da população, Moro também coleciona desafetos em sua trajetória. Um episódio, em particular, colocou em xeque a sua atuação como juiz.

Hackers conseguiram ter acesso a conversas entre o ex-juiz federal e o promotor Deltan Dallagnol, ambos da Operação Lava Jato. Tais conversas foram publicadas em um site chamado “The Intercept” e levantaram suspeitas quanto à imparcialidade de Moro.

A partir dessas conversas, as defesas de condenados na Lava Jato recorreram à Justiça, pedindo a suspeição do juiz e a anulação das condenações – o que foi confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do ex-presidente Lula.

Sérgio Moro: 13º maior líder mundial

Apesar de sua biografia dividir opiniões, Moro entrou em uma lista prestigiada: a de maiores líderes mundiais.

Ele apareceu na 13ª colocação do ranking de maiores líderes do mundo, elaborado pela revista norte-americana Fortune em 2016.

“Ele é o protagonista da versão brasileira e real de ‘Os Intocáveis'”, descreveu a publicação, referindo-se ao filme dirigido por Brian De Palma, de 1987. O drama policial narra os esforços do agendo do FBI Eliot Ness (Kevin Costner) para colocar o chefão da máfia Al Capone (Robert De Niro) atrás das grades durante a Lei Seca.

A lista tinha 50 nomes e era liderada por Jeff Bezos, fundador da Amazon, seguido por Angela Merkel, premiê alemã, Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz, e o Papa Francisco. O juiz de Curitiba figurava logo à frente do vocalista da banda irlandesa U2, Bono.

No Brasil, Moro já foi eleito o “Brasileiro do Ano” de 2014 pela revista Istoé e um dos 100 mais influentes do Brasil em 2014 pela revista Época; eleito “Personalidade do Ano” de 2014 na décima segunda edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, por seu trabalho frente às investigações da Lava Jato; e eleito “Brasileiro do Ano” de 2014 e de 2015 em enquete realizada pela revista Veja dentre 15 personalidade selecionadas, e escolhidas via rede social pelos leitores.

Sérgio Moro como Ministro da Justiça e Segurança Pública

Após a eleição de Jair Bolsonaro como Presidente da República em 2018, Sérgio Moro recebeu o convite de entrar para a política como Ministro da Justiça e Segurança Pública do novo governo.

A escolha gerou ainda mais polêmicas. Para assumir a função de ministro, Moro teve que abrir mão de seu cargo como juiz federal.

A promessa era de que o ministro teria “sinal verde” da Presidência da República para implementar uma forte agenda anticorrupção no país.

Após alguns meses como ministro, no entanto, ele deixou o governo de maneira inesperada.

O pedido de demissão foi anunciado em coletiva de imprensa. Moro alegou que deixava o cargo devido à repentina exoneração do diretor-geral, Maurício Valeixo, da Polícia Federal (PF) e à interferência do governo nos trabalhos da PF.

A figura de Moro era considerada tão estratégica para o governo Bolsonaro que, enquanto ele anunciava sua saída, a bolsa teve queda de mais de 9%, muito próxima do acionamento do circuit breaker.

Após o episódio, Moro passou a ser uma das figuras mais críticas ao governo.

Sérgio Moro candidato

No dia 10 de novembro, Moro se filiou ao partido Podemos, em evento que o anunciava como o “futuro presidente do Brasil”, apesar de a candidatura não ter sido oficializada.

Em discurso, disse, dentre outras coisas, que “chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população”.

“Nossas únicas armas serão a verdade, a ciência e a justiça. Trataremos a todos com caridade e sem malícia. Respeitaremos aqueles que gostam e aqueles que não gostam de nós. O Brasil é de todos os brasileiros e nosso caminho jamais será o da mentira, das verdades alternativas ou de fomentar divisões ou agressões de brasileiro contra brasileiro”, complementou.

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