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O seu retorno depende de qual é a “sua moeda”, ensina Ray Dalio

O seu retorno depende de qual é a “sua moeda”, ensina Ray Dalio

O ponto central de Dalio é um alerta: não existe retorno absoluto. Todo retorno é relativo à moeda em que se mede.

Um artigo desta segunda-feira (5) de Ray Dalio — fundador da Bridgewater Associates e um dos investidores mais influentes do mundo — traz uma reflexão essencial para qualquer participante dos mercados globais: os retornos só fazem sentido quando medidos na moeda que realmente importa para o investidor.

Em suas palavras, muitos observadores concluíram que “as ações dos EUA, e particularmente as ações de IA dos EUA, foram os melhores investimentos” de 2025. No entanto, segundo Dalio, essa leitura ignora a força determinante do que aconteceu com o valor das moedas.

Dalio explica que os maiores movimentos de mercado do ano não vieram das ações em si, mas da “queda das moedas fiduciárias” e do papel relativo entre os ativos frente à desvalorização do dinheiro. Ele lembra que o dólar caiu “0,3% contra o iene, 4% contra o renminbi, 12% contra o euro, 13% contra o franco suíço e 39% contra o ouro”. Essa oscilação transforma completamente a interpretação de qualquer retorno nominal.

Por isso, Dalio enfatiza um princípio simples, porém frequentemente negligenciado: “Quando a própria moeda de alguém cai, parece que as coisas medidas nela subiram.

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”Ou seja, retornos que parecem altos em uma moeda fraca podem ser modestos — ou até negativos — quando medidos em uma moeda mais forte ou em uma referência mais sólida, como o ouro. Ele mostra isso de forma contundente ao comparar a performance do S&P 500 em diferentes métricas: o índice retornou 18% para um investidor baseado no dólar, mas apenas 4% para quem usa o euro como referência e “-28% para um investidor baseado em ouro”.

Isso significa que a verdadeira pergunta que todo investidor deveria fazer não é “quanto rendeu meu ativo?”, mas sim: “em qual moeda estou medindo esse retorno e qual é a moeda que realmente preserva meu poder de compra?”

O impacto da moeda vai além das finanças pessoais: ele molda riqueza relativa entre países, afeta balanças comerciais e altera fluxos de investimento. Dalio reforça: “O que acontece com a moeda importa muito para os deslocamentos de riqueza e para o que acontece economicamente.” Uma moeda mais fraca reduz a riqueza doméstica, encarece importações e barateia exportações — efeitos que influenciam inflação, competitividade e decisões de consumo.

Por isso, a estratégia recomendada por Dalio é clara: “Você deve sempre estar hedgeado para o mix de moedas de menor risco.” Se o investidor não deseja tomar posições explícitas em câmbio, ele deveria ao menos neutralizar o risco que está correndo sem perceber.

O ponto central do artigo é um alerta: não existe retorno absoluto. Todo retorno é relativo à moeda em que se mede. E, em um mundo marcado por endividamento elevado, estímulos monetários e mudanças estruturais na ordem global, escolher bem essa moeda — seja dólar, euro, franco suíço ou ouro — pode ser a decisão mais importante de todas.

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