O Euro hoje encerrou o dia em alta frente ao real. A moeda europeia avançou 0,95%, a R$ 5,6645, um ganho de R$ 0,0530 em relação ao fechamento anterior.
O desempenho das praças europeias foi misto nesta quinta-feira (15). Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,08%, a 10.840,35 pontos, o melhor resultado entre os principais índices do continente. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,78%, a 7.934,70 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,27%, a 25.368,04 pontos.
No campo negativo, o FTSE MIB, de Milão, recuou 0,72%, a 49.397,55 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,44%, a 9.373,82 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, caiu 0,18%, a 19.195,40 pontos.
França diz que “põe a casa em ordem”
Na esfera política e fiscal, o presidente do banco central francês afirmou que o país é capaz de reduzir de forma expressiva seu déficit orçamentário, apesar da turbulência política enfrentada. Segundo ele, a França está “colocando a casa em ordem”.
O país está sujeito ao procedimento da União Europeia por déficit excessivo. O bloco recomendou que Paris reduza o déficit nacional para mais perto de 3% do PIB, ante os 5,1% registrados no ano passado.
As preocupações do mercado com a instabilidade política, que dificulta o controle do déficit, pesaram sobre os títulos franceses ao longo do ano. O movimento foi agravado por pressões globais decorrentes da guerra entre Estados Unidos e Irã e pelos consequentes temores de inflação.
Em entrevista a JP Ong, da CNBC, à margem das reuniões do FMI em Bangkok, o governador do Banco da França, Emmanuel Moulin, disse não acreditar que a alta dos custos de empréstimo do governo nos últimos meses esteja ligada a uma mudança na situação fiscal francesa.
Para quem acompanha o euro hoje, a evolução do cenário político e fiscal na França, somada aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à trajetória da inflação, tende a seguir como fator de influência sobre a moeda e sobre os mercados europeus nos próximos dias.
Leia também:






