O euro hoje recua 1,57% ante o real, cotado a R$ 5,9563, após disparar na sessão anterior em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25). Na segunda-feira (26), a moeda europeia chegou a subir 8,4% e ultrapassou R$ 6, cotada a R$ 6,05 durante a manhã, em meio à forte turbulência nos mercados brasileiros.
A reação dos investidores à vitória de Lula provocou uma forte desvalorização do real e queda expressiva da bolsa brasileira. O dólar comercial, por exemplo, encerrou a segunda-feira em alta de 8,21%, a R$ 5,403, enquanto o Ibovespa recuou 13,88%. Parte do mercado havia se posicionado para uma vitória de Flávio Bolsonaro e precisou rever suas estratégias após o resultado das urnas.
A queda do euro nesta terça-feira ocorre depois desse movimento de forte alta. A cotação informada representa recuo de R$ 0,0950 em relação à referência anterior, embora a oscilação da moeda também dependa de fatores internacionais e das condições de negociação no mercado cambial.
Banco Mundial avalia riscos de financiamento ligados à inteligência artificial
No cenário internacional, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, afirmou na terça-feira que o capital continua disponível para financiar investimentos, apesar das preocupações de que o avanço da inteligência artificial (IA) possa elevar as taxas de juros.
Em entrevista à CNBC, Banga minimizou os temores de uma restrição generalizada de crédito associada aos investimentos em IA. Segundo ele, embora investidores demonstrem preocupação com o financiamento circular e os modelos de negócios ligados à tecnologia, ainda há recursos disponíveis no mercado.
O executivo afirmou que o Banco Mundial mobilizou US$ 112 bilhões no ano passado, cerca de três vezes o volume registrado três anos antes.
Mercados emergentes têm perfil diferente de investimento
Segundo Banga, os mercados emergentes não enfrentam necessariamente as mesmas preocupações observadas nas economias desenvolvidas. Nesses países, os investimentos se concentram mais em infraestrutura, como pontes e estradas, além de aplicações de inteligência artificial em menor escala.
Nas economias desenvolvidas, por outro lado, parte da demanda por financiamento está relacionada a grandes projetos de IA, que exigem volumes elevados de capital e levantam questionamentos sobre a sustentabilidade dos modelos de negócios.
O presidente do Banco Mundial também ressaltou que o capital privado supervisionado pela instituição não é destinado diretamente aos governos. Segundo ele, essa característica ajuda a reduzir a exposição a preocupações relacionadas a crises de dívida soberana e à alta dos rendimentos dos títulos públicos em alguns países.
Apesar dos riscos, Banga mantém uma visão positiva sobre o potencial econômico da inteligência artificial. Para o executivo, a tecnologia será transformadora e poderá gerar lucros, embora o caminho esteja sujeito a obstáculos e incertezas.
A declaração oferece um panorama das preocupações globais com o financiamento da IA, mas não estabelece uma relação direta com a queda do euro frente ao real nesta terça-feira. No mercado brasileiro, a moeda europeia acompanha um cenário cambial marcado pela forte reação dos investidores ao resultado eleitoral e pela volatilidade dos ativos locais.
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