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Vale (VALE3) nega que conselho esteja em “estado de guerra” após divulgação de lista

Vale (VALE3) nega que conselho esteja em “estado de guerra” após divulgação de lista

Conselho da Vale em ‘estado de guerra’ após divulgação de lista para sucessão do CEO. Conflitos internos e rejeições marcam o processo

O Conselho de Administração da Vale (VALE3) estaria em um “estado de guerra” após o vazamento de uma lista com 15 nomes, realizada pela consultoria Russell Reynolds, responsável por auxiliar a companhia no processo de sucessão presidencial de Eduardo Bartolomeo. 

A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em sua coluna no último domingo (14).

Apesar disso, a Vale emitiu uma nota na manhã de segunda-feira (15), afirmando que a empresa “reitera que o processo de sucessão é executado pelo Conselho de Administração em conformidade com o estatuto social e as políticas corporativas da Vale, bem como com o Regimento Interno do Conselho de Administração e a legislação aplicável”. 

Ademais, a mineradora enfatiza que o Conselho da Vale ainda não definiu a lista de candidatos.

Vale: entenda a crise no conselho

Jardim informa que o Conselho de Administração da Vale entrou em estado de guerra após o vazamento da lista da Russell Reynolds. A consultoria foi contratada para auxiliar a companhia no processo de seleção dos nomes para a sucessão da Vale, com uma relação de 15 possíveis candidatos divulgada na última segunda-feira (8).

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Segundo o jornalista, uma ala do conselho confirmou que dois nomes da lista estarão na lista tríplice que será votada no final de setembro e que o terceiro nome deverá ser um nome interno da própria Vale. Este seria um acordo realizado pelos conselheiros meses atrás.

Além disso, Jardim aponta que Gustavo Pimenta, executivo da Vale, deverá ser o vice-presidente financeiro da companhia. 

Ele também informa que o Governo Federal continua influenciando o ambiente, sugerindo alguns nomes para o conselho.

No entanto, nem tudo são flores. De acordo com Jardim, há uma ala do conselho que deseja fazer uma revolução dentro da companhia com o objetivo de implodir o conselho. Isso seria feito convencendo alguns conselheiros a renunciar, obrigando assim a eleição de um novo grupo.

E não apenas isso. A coluna do jornalista ainda menciona que há conselheiros que estão trabalhando para atuar nas vice-presidências da mineradora. Inclusive, há uma expectativa de que seja (re)criada em breve a vice-presidência de Relações Institucionais, o que aumentaria a movimentação interna dos conselheiros.

Nomes da lista teriam rejeitado o convite da Vale

Por fim, Jardim comentou que alguns dos nomes citados na lista da Russell Reynolds teriam rejeitado o convite para participar do processo seletivo para ser o novo CEO da Vale. 

A negativa deles seria motivada pelo ambiente tóxico que paira sobre o processo seletivo e o clima belicoso na Vale.

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