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“Setor de educação surpreendeu positivamente”, diz BTG (BPAC11)

“Setor de educação surpreendeu positivamente”, diz BTG (BPAC11)

Após vários trimestres de resultados fracos, o BTG Pactual ($BPAC11) avalia que o setor de educação voltado para a graduação teve dois trimestres surpreendentemente positivos em 2023.  O relatório analisou o desempenho das seguintes empresas:  O banco de investimentos menciona que os resultados foram parcialmente influenciados pelas expectativas reduzidas, refletindo o ceticismo do mercado em […]

Após vários trimestres de resultados fracos, o BTG Pactual (BPAC11) avalia que o setor de educação voltado para a graduação teve dois trimestres surpreendentemente positivos em 2023. 

O relatório analisou o desempenho das seguintes empresas: 

O banco de investimentos menciona que os resultados foram parcialmente influenciados pelas expectativas reduzidas, refletindo o ceticismo do mercado em relação ao setor de educação. Apesar disso, os analistas observam que muitas empresas apresentaram números melhores, com margens operacionais mais altas. 

Enquanto a receita líquida da Anima foi afetada pela redução da base de alunos e um ticket médio menor, Yduqs, Cogna, Vitru, Ser Educacional e Cruzeiro do Sul mostraram tendências de receita líquida melhores, impulsionadas pelo crescimento da base de alunos e/ou melhor capacidade de precificação“, destaca o relatório do BTG.

Setor de educação: destaque para os cursos online e melhor dinâmica de preços

Em relação aos cursos online, o BTG observa uma dinâmica de preços mais saudável, acompanhada por uma expansão adicional ano a ano (a/a) na base de alunos do segmento. 

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Inclusive, esta é a primeira vez que o ticket médio dos cursos online cresce ano a ano para praticamente todas as empresas mencionadas no relatório.

Por outro lado, no segmento presencial, embora a base de alunos tenha crescido significativamente, parece ter ocorrido uma estabilização após a queda vista nos anos anteriores. 

“Em termos de precificação, houve uma melhoria clara em relação ao ano passado, mesmo que o crescimento do ticket médio de algumas empresas não tenha superado a inflação”, afirma o relatório.

Endividamento está menor, mas ainda continua elevado

O BTG destaca que as empresas do setor de educação apresentaram tendências mais favoráveis na receita líquida, juntamente com uma maior alavancagem operacional e iniciativas de redução de custos, o que impulsionou as margens operacionais e a geração de caixa das companhias.

Assim, embora as despesas financeiras elevadas tenham novamente afetado o lucro líquido, a maior geração de caixa e EBITDA proporcionaram uma ligeira redução da alavancagem financeira do setor.

Mesmo com a melhora, analistas continuam no modo espera

Os analistas observam que, apesar da melhoria nos resultados operacionais e da melhor capacidade de precificação em algumas das empresas mais líquidas do setor, há um otimismo cauteloso, pois ainda persistem dúvidas sobre se esses desenvolvimentos positivos são estruturais.

As ações do setor educacional devem continuar altamente correlacionadas com notícias sobre incentivos governamentais, incluindo mais detalhes sobre o novo FIES, que ainda não incorporamos em nossas estimativas”, explicam os analistas. 

Todavia, o relatório sobre o setor de educação destaca que possíveis mudanças no FIES podem surgir em breve, e é ainda cedo para determinar se essa nova iniciativa terá um impacto estrutural no setor.