São dois os principais destaques do resumo da semana de 1 a 5 de agosto: Copom e payroll.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária sinalizou que o ciclo de alta da Selic já acabou ou está bem perto disso, o que animou o mercado de renda variável.
Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho mais aquecido, afasta, ao menos por enquanto, o risco de recessão. Entenda mais e saiba o que mais foi notícia.
Resumo da semana no Brasil
Copom sobe juros e sinaliza fim de ciclo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic de 13,25% para 13,75% na quarta-feira (3). A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado.
No entanto, os investidores seguem atentos aos próximos passos do comitê. Isso porque ficou em aberto se o ciclo de alta da taxa de juros já chegou ao fim ou se haverá um ajuste residual, de menor magnitude, na próxima reunião.
Para Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, a ata da reunião do Copom, que sai na terça-feira (9), pode trazer mais pistas para basear as projeções. Para ele, a Selic deve sofrer ainda uma alta de 0,50 ponto porcentual, alcançado 14,25%, para garantir o controle da inflação – que já ultrapassa a meta para 2023
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Queda na produção industrial
O IBGE informou queda na produção industrial, de 0,4%, a primeira depois de quatro altas seguidas.
Na visão da EQI Asset, o desempenho recente sinaliza uma evolução menos favorável da atividade ao longo do segundo semestre. O único dado positivo do indicador foi a produção de automóveis.
“Em termos de PIB, com a produção industrial em linha com o que esperávamos, mantemos o cenário de crescimento do PIB no segundo trimestre de alta de 1%, ao mesmo tempo o crescimento do 1º trimestre deve ser revisto para 1,1%, de 1%”, afirma Kautz. “É uma economia dando sinais de que não haverá muita dinâmica de crescimento nos próximos meses”, avalia.

Petrobras reduz preço do diesel
A Petrobras reduziu o preço médio de venda de diesel para as distribuidoras – de R$ 5,61 para R$ 5,41 por litro.
Resumo da semana no exterior
Payroll acima da projeção
Dado mais aguardado do exterior na semana, o payroll, folha de pagamentos não-agrícola dos Estados Unidos, veio forte: 528 mil postos de trabalho criados, quando a expectativa era por 250 mil. Em junho, foram 398 mil (revisados). A taxa de desemprego recuou para 3,5%.
A divulgação é fundamental para a definição da política monetária no país. O mercado vinha projetando uma escalada menos intensa de juros nos EUA (com alta de 0,50 ponto porcentual na próxima reunião), devido aos sinais de recessão. Com o payroll, as expectativas devem ser revistas.
Isso porque um mercado de trabalho ainda aquecido afasta o risco de recessão e pressiona a inflação – e, consequentemente, pede um Federal Reserve (Fed) mais duro em suas decisões.

Balança comercial dos EUA tem déficit de US$ 79 bi
Divulgada na quinta (4), a balança comercial de junho dos Estados Unidos (EUA) registrou déficit de US$ 79,61 bilhões ante projeção de recuo de US$ 80 bilhões no período.
Visita surpresa de Nancy Pelosi
Os mercados acompanharam o desenrolar das tensões entre EUA e China, após visita surpresa de Nancy Pelosi, presidente da Câmara, a Taiwan.
Ela afirmou que “os EUA não abandonarão Taiwan” e que a solidariedade com a ilha é “crucial”. A China realiza exercícios militares em retaliação à visita.
Banco da Inglaterra sobe juros
O Banco da Inglaterra (BoE) elevou a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, para 1,75%, já prevendo recessão.
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