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Randon: XP vê receitas infladas pelo Move Brasil e acende alerta

Randon: XP vê receitas infladas pelo Move Brasil e acende alerta

Analistas alertam para os efeitos do fim do programa, particularmente em meio aos custos elevados de financiamento

Com o suporte do programa Move Brasil 2.0, a receita da Randoncorp (RAPT4) subiu 2% em julho na comparação com o ano anterior, mostra um comunicado enviado ao mercado na manhã desta quinta-feira (20).

O efeito do suporte governamental que busca renovar frotas urbanas e a infraestrutura de transporte brasileiro é melhor observado nos números que excluem a Frasle: crescimento de 9%.

O lado ruim disso é que esse desempenho superior não pode ser garantido no longo prazo, tendo em vista que o apoio público pode se encerrar em breve, opinam os analistas da XP Investimentos Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes em um relatório divulgado hoje.

“Embora os pedidos já contratados possam continuar sustentando as entregas no curto prazo, acreditamos que ainda seja cedo para interpretar os números de julho de 2026 como uma recuperação sustentável da demanda, particularmente em meio aos custos elevados de financiamento e à visibilidade limitada após a entrega do pipeline atual”, explicam.

Já a Frasle (FRAS3), subsidiária da Randon, teve um desempenho ruim no mês passado, caindo 6%.

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Receitas mensais da Randon e da Frasle

Fonte: Relatório da XP Investimentos

Avanço da receita Randon

Apesar de ter um período beneficiado pelo Move Brasil 2, a receita acumulada do ano está 0,6% abaixo de 2025.

O desempenho de 2026 começou com um primeiro trimestre de queda de 0,9% na comparação anual.

No segundo trimestre, o cenário começa a mudar a partir de junho – mês em que o programa Move Brasil 2 foi implementado – com uma alta de 10,7%.

Essa crescente não acompanhou o próximo mês, que terminou com a receita crescendo apenas 2,8%

O que é o Move Brasil 2.0?

O programa é uma iniciativa do Governo Federal que busca renovar frotas urbanas e a infraestrutura de transporte brasileiro. Oferecendo condições vantajosas para financiamentos de novos veículos para entregadores e motoristas de aplicativo.

A segunda fase do programa focou em aquecer a indústria de transporte público de passageiros, principalmente nos segmentos rodoviários e de fretamento, oferecendo crédito e facilitando o financiamento com prazos de pagamentos de 120 dias, ao invés dos 60 dias usuais.

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