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Nubank pode atingir US$ 100 bilhões em valor de mercado até 2026

Nubank pode atingir US$ 100 bilhões em valor de mercado até 2026

O Morgan Stanley prevê que o Nubank pode triplicar seu valor de mercado para US$ 100 bilhões até 2026, destacando seu potencial no Brasil e na América Latina. O relatório destaca a estratégia de cross-selling da empresa e a expansão para México e Colômbia como impulsionadores do crescimento.

O banco americano Morgan Stanley (MS; MSBR34) prevê que o valor de mercado do Nubank (ROXO34) pode atingir US$ 100 bilhões, quase triplicando o seu valor atual. Atualmente, a fintech está avaliada em US$ 36 bilhões.

No relatório, o Morgan Stanley destaca que o Nubank está no caminho certo para construir uma operação relevante e lucrativa no Brasil. De acordo com o banco, o negócio pode se expandir ainda mais, triplicando as receitas nos próximos cinco anos através do cross-selling de produtos para sua base de clientes “grande e fiel”.

Para quem não está familiarizado com o vocabulário do mercado corporativo, o cross-selling é uma estratégia de vendas na qual uma empresa sugere ou oferece produtos ou serviços complementares ao que o cliente já está interessado em comprar. 

O objetivo é aumentar o valor total da compra, fornecendo opções adicionais que agregam valor ou atendem a necessidades relacionadas.

No caso dos bancos, o cross-selling pode ser aplicado da seguinte forma: junto com a conta corrente, a instituição financeira oferece serviços adicionais, como cartões de crédito, seguros, empréstimos ou investimentos.

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O Morgan Stanley relata que o Nubank pode replicar seu modelo de negócios no México e na Colômbia, alcançando 45 milhões de clientes nos próximos cinco anos nesses países. Esse movimento pode elevar as receitas para um quarto do que é registrado no Brasil.

Os analistas indicam que o cross-selling no Brasil, como crédito pessoal, consignado e “buy now, pay later” (BNPL, ou compre agora, pague depois), pode desbloquear US$ 43 bilhões em valor de mercado. Já as operações no México e na Colômbia podem adicionar mais US$ 22 bilhões à conta até 2026.