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Minério de ferro da Guiné representa risco para a Vale?

Minério de ferro da Guiné representa risco para a Vale?

A mina de Simandou se torna um excedente de oferta mais relevante a partir de 2027, à medida que os volumes aumentam de forma mais significativa

A China acaba de receber seu primeiro carregamento de minério de ferro da mina de Simandou da Rio Tinto, na Guiné, marcando um marco no esforço de Pequim para diversificar o fornecimento de minério de ferro, reduzindo a dependência da Austrália e do Brasil (Vale e CSN Mineração), que juntos representam cerca de 80% das importações chinesas.

Segundo o BTG Pactual, um navio transportando quase 200 toneladas de minério de alta qualidade (65% de Fe) chegou ao porto de Majishan, em Zhejiang, em 17 de janeiro, após uma viagem de 46 dias, segundo a China Baowu. Um segundo carregamento partiu da Guiné no final de dezembro.

“Simandou foi projetada para produzir até 120 milhões de toneladas por ano (após 2023, em nossa opinião) em quatro blocos de mineração e conta com o apoio de um consórcio que inclui a Rio Tinto, a Chalco e a Winning Consortium Simandou, com a China Baowu detendo uma participação acionária importante”, apontam os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi.

Problema só para 2027

Para o BTG, no entanto, este evento será praticamente sem impacto na precificação do minério de ferro.

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“Juntamente com os consultores que seguimos, reduzimos nossas projeções de volume para Simandou devido aos crescentes desafios logísticos e operacionais, incluindo atrasos na entrega da infraestrutura, disputas de propriedade e legais, e a complexidade de construir e operar uma ferrovia de mais de 600 km e um porto de águas profundas”, ressaltam.

Ou seja, essas restrições já se traduziram em capacidade ferroviária limitada, gargalos portuários, escassez de equipamentos e atrasos nas primeiras cargas. O aumento da oferta de Simandou em 2026 agora é previsto em apenas aproximadamente 15 a 16 milhões de toneladas, ou cerca de 1% do mercado marítimo, o que implica um impacto muito limitado nos preços a curto prazo.

“Em nossa opinião, Simandou se torna um excedente de oferta mais relevante a partir de 2027, à medida que os volumes aumentam de forma mais significativa, mas para 2026 não deve alterar materialmente o equilíbrio entre oferta e demanda. Recomendamos a compra de ações da Vale (VALE3) e a recomendação neutra da CSN Mineração (CMIN3)”, conclui o BTG.

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