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Fitch tira Light (LIGT3) do default e eleva rating após reestruturação da dívida

Fitch tira Light (LIGT3) do default e eleva rating após reestruturação da dívida

Notas da companhia, Light Sesa e Light Energia subiram para BB(bra) e B-, com perspectiva estável

A Fitch Ratings retirou a Light (LIGT3) e duas de suas subsidiárias da classificação de inadimplência após a conclusão da reestruturação da dívida da distribuidora de energia. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (18).

Na escala nacional, a nota de crédito de longo prazo da Light, da Light Serviços de Eletricidade e da Light Energia subiu de D(bra) para BB(bra). Na escala internacional, os ratings em moedas estrangeira e local avançaram de D para B-.

A agência atribuiu perspectiva estável às novas classificações. Apesar do salto expressivo, as notas permanecem no grau especulativo, categoria que ainda indica risco de crédito elevado e está abaixo do grau de investimento.

“A elevação reflete a conclusão do processo de reestruturação de dívida da Light Sesa e a melhora da estrutura de capital do grupo”, informou a Light, ao reproduzir a avaliação da Fitch.

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Reestruturação muda avaliação de risco da Light

A classificação D representava o nível de default na metodologia da Fitch. A mudança mostra que a agência passou a considerar a nova estrutura financeira do grupo após o encerramento da reestruturação dos débitos da Light Sesa.

A companhia e suas subsidiárias enfrentavam classificações de risco deterioradas desde o agravamento da crise financeira do grupo e o início do processo de recuperação judicial. A conclusão das negociações com os credores permitiu reorganizar as obrigações e reduzir a pressão imediata sobre a estrutura de capital.

A nota BB(bra) deve ser analisada em comparação com outros emissores brasileiros. Segundo a metodologia da Fitch, essa classificação ainda representa risco de inadimplência elevado em relação às empresas mais bem avaliadas no mercado nacional.

Já o rating internacional B- considera uma escala global e indica que a capacidade de pagamento permanece sensível a mudanças adversas nas condições econômicas, financeiras ou operacionais.

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Nota melhora, mas continua no grau especulativo

A elevação representa uma melhora relevante na percepção sobre o risco de crédito da Light, mas não significa que a companhia tenha alcançado uma situação financeira sem fragilidades.

“Os ratings ‘B’ indicam que existe risco relevante de inadimplência, embora ainda permaneça uma margem limitada de segurança. Os compromissos financeiros estão sendo cumpridos”, explica a metodologia da Fitch.

Na escala da agência, as classificações entre AAA e BBB são consideradas grau de investimento. As notas entre BB e D integram o grau especulativo, no qual estão empresas mais vulneráveis a uma deterioração das condições de negócios ou da economia.

A perspectiva estável indica que a Fitch não prevê uma nova alteração da nota no horizonte mais próximo, desde que as premissas consideradas na análise sejam mantidas.

O avanço dos ratings pode melhorar a percepção de credores e investidores sobre a Light, embora uma eventual redução dos custos de financiamento dependa da evolução operacional, da geração de caixa e do cumprimento das obrigações previstas na reestruturação.

A companhia afirmou que continuará informando os acionistas e o mercado sobre novos acontecimentos relacionados ao processo.