A ISA Energia (ISAE4) registrou lucro líquido regulatório de R$ 1,9 bilhão no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 246,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3).
O resultado foi impulsionado por um ganho contábil não recorrente e sem entrada de caixa de R$ 1,94 bilhão, antes dos impostos, relacionado à troca de participações nas transmissoras IE Madeira e IE Garanhuns com a AXIA Energia (AXIA3).
Excluindo esse efeito, já descontados os impostos, o lucro regulatório foi de R$ 625,5 milhões, crescimento anual de 13,7%. A companhia informou que o ganho contábil será desconsiderado da base utilizada como referência para a distribuição de proventos.
Pelo padrão contábil societário IFRS, o lucro líquido foi de R$ 913,8 milhões, avanço de 16,4% em um ano. As duas bases adotam critérios diferentes para reconhecer receitas, investimentos e os efeitos da troca de participações.
Operação com a AXIA muda composição dos resultados
Concluída em 31 de julho, a operação levou a ISA Energia Brasil a deter 100% da IE Madeira e a deixar a IE Garanhuns. A Madeira passou a ser integralmente consolidada a partir de agosto, quando seus resultados deixaram de ser reconhecidos por equivalência patrimonial.
O ganho contábil reuniu efeitos da aquisição da participação adicional na Madeira, da reavaliação da fatia que a companhia já possuía e da alienação da participação na Garanhuns. Depois dos impostos, o impacto positivo no lucro regulatório foi de R$ 1,28 bilhão.
A receita líquida regulatória somou R$ 1,51 bilhão, alta de 40,9%. Segundo a empresa, contribuíram o reajuste tarifário, a entrada em operação de projetos e a consolidação integral da Madeira.
O Ebitda regulatório alcançou R$ 3,19 bilhões, crescimento de 259%. Desconsiderando o ganho com a troca de participações, o indicador ficou em R$ 1,25 bilhão, avanço de 40,9%.
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Investimentos somam R$ 1,1 bilhão
Os investimentos totalizaram R$ 1,1 bilhão no trimestre, queda anual de 8,5%. A redução refletiu o menor número de projetos novos em construção após a entrada em operação de Riacho Grande, Jacarandá e Piraquê.
Os aportes em reforços e melhorias de ativos existentes, por outro lado, cresceram 32,1%, para R$ 578,5 milhões.
A dívida líquida encerrou setembro em R$ 17,02 bilhões, aumento de 32,1% em relação a setembro de 2025. As despesas financeiras líquidas, na base regulatória, subiram 18,7%, para R$ 348,1 milhões.
Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro regulatório acumulou R$ 2,44 bilhões, alta de 113,2%. Sem o ganho contábil líquido de impostos, o resultado foi de R$ 1,16 bilhão, crescimento de 1,2%.






