O Itaú (ITUB4) registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o trimestre anterior, o avanço foi de 1,7%, segundo os resultados divulgados pelo banco nesta terça-feira (3).
O retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 23,6% no consolidado, ante 24,3% no segundo trimestre. Nas operações brasileiras, o indicador foi de 24,5%.
O lucro líquido contábil em BRGAAP somou R$ 12,2 bilhões, crescimento de 5,2% em um ano. O resultado recorrente desconsidera efeitos extraordinários, como a reestruturação da operação de varejo na Colômbia e a amortização de ágio.
Segundo o Itaú, o lucro recorrente ficou em linha com o consenso de mercado compilado pelo próprio banco, de R$ 12,58 bilhões.
Crédito e inadimplência
A carteira de crédito, incluindo garantias financeiras prestadas e títulos privados, alcançou R$ 1,54 trilhão, aumento de 10,2% em um ano e de 1,4% no trimestre. Entre as pessoas físicas no Brasil, o crédito imobiliário avançou 4,4% e o consignado cresceu 3,5% sobre junho.
A inadimplência consolidada acima de 90 dias subiu de 1,9% para 2% no trimestre. Já o indicador de atrasos entre 15 e 90 dias recuou 0,1 ponto percentual, para 1,7%.
O custo do crédito atingiu R$ 10,4 bilhões, alta trimestral de 2,7%. O indicador anualizado desse custo sobre a carteira média permaneceu em 2,7%, no mesmo patamar do segundo trimestre.
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Margens e projeções para 2026
A margem financeira com clientes chegou a R$ 33,3 bilhões, crescimento de 2,2% no trimestre. Segundo o banco, contribuíram o maior volume médio de crédito, o efeito do calendário e as operações estruturadas no atacado. A margem com o mercado somou R$ 1,3 bilhão, avanço trimestral de 42,3%.
As despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ 17,1 bilhões, aumento de 2,4% sobre o trimestre anterior. O Itaú relacionou a alta principalmente ao reajuste salarial de 4,6% do acordo coletivo e às maiores despesas com ações trabalhistas.
Para 2026, o banco reduziu a projeção da alíquota efetiva de Imposto de Renda e contribuição social para uma faixa de 28% a 29%, ante a previsão original de 29,5% a 32,5%. A revisão foi atribuída à mudança na trajetória da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
As demais projeções foram mantidas, incluindo o crescimento de 5,5% a 9,5% da carteira de crédito total. Nos primeiros nove meses de 2026, o lucro recorrente gerencial somou R$ 37,3 bilhões, alta de 8,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025.






