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Ferrari aumenta preços dos carros nos EUA em resposta às tarifas de Trump

Ferrari aumenta preços dos carros nos EUA em resposta às tarifas de Trump

A Ferrari (RACE) informou que aumentará os preços de alguns modelos em até 10% a partir de 1º de abril, em resposta às tarifas de Trump

A Ferrari (RACE) informou que aumentará os preços de alguns modelos em até 10% a partir de 1º de abril. A decisão foi tomada em resposta às novas tarifas de 25% sobre carros importados, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (26). O reajuste pode adicionar até US$ 50.000 ao valor de uma Ferrari típica. Os EUA são o maior mercado internacional da montadora de Maranello.

De acordo com a fabricante italiana, os preços permanecerão inalterados para veículos importados antes de 2 de abril. No entanto, modelos populares como o SUV Purosangue, o 12Cilindri e o superesportivo F80 terão reajustes significativos. No caso do Purosangue, cujo preço inicial é de aproximadamente US$ 430.000, o aumento será de cerca de US$ 43.000. Já para a edição limitada F80, que parte de US$ 3,5 milhões, o reajuste ultrapassará os US$ 350.000.

Enquanto isso, a Ferrari informou que os preços das famílias de modelos Ferrari 296, SF90 e Roma não sofrerão alterações.

Entenda a tarifa que fez a Ferrari elevar os preços

A decisão surge após Trump anunciar sobre novas tarifas de 25% para veículos não fabricados nos EUA. Como a Ferrari produz todos os seus carros em sua fábrica em Maranello, Itália, a empresa precisou reavaliar seus preços para manter a rentabilidade.

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Apesar do aumento, ainda não se sabe como as novas tarifas afetarão as vendas da Ferrari. A montadora conta com uma lista de espera superior a um ano para a maioria de seus modelos e seus clientes, geralmente de alto poder aquisitivo, podem absorver os reajustes sem impacto significativo na demanda.

A Ferrari também reafirmou suas metas financeiras para 2025, embora tenha destacado um “risco potencial de 50 pontos-base nas margens percentuais de lucratividade”.

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Em entrevista à CNBC, o CEO da companhia, Benedetto Vigna, afirmou que, embora a marca só produza seus carros para uma fatia selecionada de clientes, a empresa busca equilibrar os custos sem impactar demasiadamente seus compradores.

“Quando olhamos para o cliente, consideramos que essas pessoas, para comprar uma Ferrari, elas têm que trabalhar”, disse Vigna. “Temos que respeitá-los. Porque para nós, o mais importante é o cliente. Então, precisamos ter certeza de que os tratamos da maneira certa.”

Após a divuglação do reajuste, as ações da Ferrari sobem 2% em Nova York, a US$ 422. Enquanto isso, os papéis das três grandes montadoras de Detroit, General Motors (GM, GMCO34), Ford (F; FDMO34) e Stellantis (STLA) recuavam entre 7%, 2% e 1%, respectivamente.

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