Os balanços do quarto trimestre para as empresas distribuidoras de combustíveis prometem ser positivos, com as empresas se beneficiando de uma combinação favorável de maiores volumes — impulsionados principalmente pelo ciclo Otto — e expansão das margens unitárias. Um relatório do banco Safra avalia que a expansão de volumes na comparação trimestral deve refletir a redução gradual das assimetrias competitivas, após um reforço na fiscalização governamental.
“A ampliação de margens também deve ser favorecida por uma maior participação da gasolina no mix de vendas”, diz parte do relatório.
Espera-se que a Vibra (VBBR3) apresente um desempenho superior, com aumento de 10% no EBITDA ajustado na comparação trimestral. Para Ultrapar (UGPA3) e Raízen (RAIZ4), o bom desempenho do segmento de distribuição de combustíveis deve ser parcialmente compensado por resultados mais fracos em outros segmentos de negócios.
Segundo o relatório, a Vibra deve reportar uma expansão de 10% no EBITDA na comparação trimestral, para R$ 1,891 bilhão, apoiada por um crescimento de 5% na margem unitária (R$ 167/m³) e um aumento de 3% nos volumes, com o ciclo Otto avançando 8%. Além disso, espera-se um EBITDA melhor da Comerc, que deve crescer 25%, refletindo um provável alívio de curtailment (redução ou limitação da produção ou distribuição de produtos, frequentemente motivada por excesso de estoque) no trimestre.
A Ultrapar, por sua vez, deve registrar um EBITDA ajustado consolidado de R$ 1,614 bilhão. A Ipiranga deve apresentar volumes 4% maiores e um EBITDA recorrente ajustado 8% acima, chegando a R$ 964 milhões, com uma margem unitária de R$ 150/m³ (+4%). O lucro consolidado da companhia deve ser de R$ 451 milhões, já que o terceiro trimestre do ano passado foi beneficiado por crédito tributário.
Já na Raízen, o EBITDA ajustado deve crescer 3% na comparação anual, para R$ 3,213 bilhões, impulsionado por maiores volumes de açúcar e um desempenho mais forte na distribuição de combustíveis no Brasil — apoiado por uma margem unitária de R$ 188/m³ e volumes maiores. Para o Safra, esse resultado deve ser parcialmente compensado por uma queda nos volumes de etanol, preços menores do açúcar e resultados fracos na distribuição de combustíveis na América Latina.
“Esperamos um prejuízo de R$ 1,076 bilhão (vs. prejuízo de R$ 2,571 bilhões no 3TRI25), em razão de menor despesa com impostos”, completa o relatório.






