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CBA lucra R$ 410 milhões e tem Ebitda recorde no 2T26

CBA lucra R$ 410 milhões e tem Ebitda recorde no 2T26

Companhia reverte prejuízo de R$ 73 milhões, gera R$ 334 milhões em caixa livre e reduz alavancagem para 1,68 vez

A Companhia Brasileira de Alumínio – CBA (CBAV3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 410 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 73 milhões apurado no mesmo período do ano anterior.

Na comparação com o primeiro trimestre, quando a companhia lucrou R$ 341 milhões, o resultado avançou 20%.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 705 milhões, o maior valor trimestral da história da CBA, segundo a empresa. O indicador cresceu 273% em um ano e 51% frente ao 1T26. A margem Ebitda ajustada passou de 9% no 2T25 e de 20% no trimestre anterior para 27%.

A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,57 bilhões, altas de 28% na comparação anual e de 11% no trimestre. Já o lucro bruto saltou de R$ 19 milhões para R$ 562 milhões em um ano e avançou 35% frente ao 1T26.

O lucro operacional chegou a R$ 434 milhões, ante prejuízo operacional de R$ 89 milhões no 2T25 e resultado positivo de R$ 317 milhões nos três primeiros meses de 2026.

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Alumínio impulsiona receita da CBA

O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) alcançou US$ 3.571 por tonelada, alta de 46% frente ao 2T25 e o maior patamar médio trimestral apresentado no relatório.

A CBA relacionou a valorização às restrições da oferta, aos baixos níveis dos estoques globais e aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a produção e as cadeias de suprimentos.

A cotação, contudo, perdeu força no fim do trimestre. Depois de se aproximar de US$ 3.800 por tonelada em junho, o alumínio encerrou o mês em US$ 3.106, abaixo dos US$ 3.585 registrados no fechamento de março.

Segundo o relatório, a correção acompanhou o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, o aumento da produção chinesa e os sinais de recomposição dos estoques globais.

O volume total de vendas da CBA chegou a 131 mil toneladas, crescimento de 10% em um ano e de 7% frente ao primeiro trimestre.

As vendas de alumínio primário somaram 73 mil toneladas, altas de 20% na comparação anual e de 14% no trimestre. Os produtos de maior valor agregado atingiram participação recorde de 82% no mix de primários.

Já os transformados recuaram 9% nas duas comparações, para 31 mil toneladas. A reciclagem respondeu pelas 27 mil toneladas restantes.

O mercado nacional concentrou 87% das vendas. A participação das exportações aumentou de 9% no 2T25 e de 6% no 1T26 para 13% no segundo trimestre deste ano.

Alumínio primário apresenta maior crescimento

A receita líquida do negócio de alumínio alcançou R$ 2,43 bilhões, crescimento de 28% em um ano e de 11% frente ao primeiro trimestre.

O segmento de alumínio primário apresentou o maior avanço. A receita chegou a R$ 1,43 bilhão, altas de 39% na comparação anual e de 23% no trimestre, impulsionada pelos preços do metal e pela maior participação dos produtos de valor agregado.

Nos transformados, a receita cresceu 6% em um ano e 1% no trimestre, para R$ 865 milhões. A valorização do alumínio compensou a redução dos volumes vendidos.

A reciclagem registrou receita de R$ 226 milhões, praticamente estável em um ano e 16% superior à do primeiro trimestre. O negócio de energia, por sua vez, faturou R$ 162 milhões, com altas de 37% e de 13%, respectivamente.

Produção aumenta e custo recua

A produção de alumínio líquido atingiu o recorde trimestral de 94 mil toneladas, crescimento de 9% frente ao 2T25 e de 2% na comparação com o 1T26.

O custo médio de produção recuou para R$ 11.891 por tonelada, quedas de 2% em um ano e de 1% no trimestre.

A redução trimestral foi favorecida pelos menores custos com energia elétrica, alumina e outros insumos variáveis. A refinaria também continuou normalizando os efeitos da manutenção realizada ao longo de 2025.

O custo dos contratos de energia ficou em R$ 373 por megawatt-hora, redução de 12% na comparação anual e de 3% frente ao primeiro trimestre.

Mesmo com o menor custo por tonelada, o custo consolidado dos produtos vendidos cresceu 1% em um ano e 6% no trimestre, para R$ 2,01 bilhões. A alta foi provocada pelo maior volume comercializado.

Ebitda reportado também cresce

O Ebitda calculado de acordo com a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários somou R$ 679 milhões, crescimento de 547% em um ano e de 26% frente ao primeiro trimestre.

Para chegar ao Ebitda ajustado de R$ 705 milhões, a companhia considerou diferentes adições e exclusões. Entre elas estavam R$ 64 milhões em dividendos recebidos de empresas não consolidadas do negócio de energia e R$ 45 milhões relacionados à realização de reserva de hedge accounting.

Em sentido contrário, foram retirados R$ 35 milhões de equivalência patrimonial, R$ 38 milhões referentes a contratos futuros e derivativos de energia e R$ 10 milhões de reversão de provisões para desvalorização de ativos. O efeito líquido dos ajustes foi positivo em R$ 26 milhões.

O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 41 milhões, ante resultado negativo de R$ 2 milhões no 2T25. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve queda de 66% diante dos R$ 122 milhões registrados no período anterior.

A piora trimestral foi relacionada principalmente à menor valorização do real, que reduziu os ganhos com a marcação a mercado dos derivativos e gerou variação cambial negativa.

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Fluxo de caixa livre alcança R$ 334 milhões

A CBA apresentou fluxo de caixa operacional de R$ 511 milhões no segundo trimestre.

O cálculo parte do Ebitda ajustado de R$ 705 milhões e considera geração de R$ 1 milhão com capital de giro, além de desembolsos de R$ 59 milhões com impostos e de R$ 136 milhões com investimentos.

Após R$ 124 milhões em despesas financeiras e R$ 53 milhões em dividendos relacionados à participação na CBA Energia, o fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 334 milhões.

Os investimentos totalizaram R$ 136 milhões, quedas de 31% frente ao 2T25 e de 26% na comparação com o primeiro trimestre. A manutenção dos ativos recebeu 66% dos recursos, enquanto 24% foram direcionados à reforma de fornos.

Dívida líquida cai 10%

A dívida líquida encerrou junho em R$ 2,8 bilhões, redução de 10% frente aos R$ 3,1 bilhões registrados em março e de 19% diante dos R$ 3,48 bilhões do 2T25.

A dívida bruta permaneceu praticamente estável no trimestre, em R$ 4,34 bilhões. A redução do endividamento líquido foi acompanhada pelo aumento do caixa e das aplicações financeiras, que passaram de R$ 1,54 bilhão para R$ 1,87 bilhão.

Com a menor dívida líquida e o crescimento do Ebitda acumulado em 12 meses, a alavancagem caiu de 2,71 vezes no primeiro trimestre para 1,68 vez. Um ano antes, o indicador estava em 2,29 vezes.

Aproximadamente 90% da dívida bruta estava denominada em dólares e 57% do endividamento estava vinculado a financiamentos sustentáveis. O prazo médio era de 5,18 anos, com custo equivalente a 6,02% ao ano em dólares.

A companhia também mantinha uma linha de crédito rotativo de US$ 100 milhões integralmente disponível e não utilizada. Segundo o cronograma apresentado, não há concentração relevante de vencimentos até 2031.