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Relatório de Produção da Braskem: spreads sobem até 103% mesmo com queda nas vendas

Relatório de Produção da Braskem: spreads sobem até 103% mesmo com queda nas vendas

Volumes recuam principalmente no Brasil e no México, enquanto restrições de oferta elevam os preços petroquímicos internacionais

O Relatório de Produção e Vendas da Braskem (BRKM5) do segundo trimestre de 2026 mostrou forte expansão dos spreads petroquímicos de referência, mesmo com a queda nas vendas registrada principalmente no Brasil e no México.

O destaque foi o spread do polietileno utilizado como referência para o segmento brasileiro, que avançou 101% frente ao primeiro trimestre e 103% na comparação anual.

No Brasil, as vendas de resinas caíram 2% no trimestre e 8% em um ano. No México, o volume comercializado recuou 11% e 20%, respectivamente.

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Relatório da Braskem mostra avanço dos spreads

O spread médio de referência das resinas no Brasil alcançou US$ 653 por tonelada, crescimento de 82% frente ao primeiro trimestre e de 69% na comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os principais produtos químicos, o spread aumentou 98% no trimestre e 67% em um ano, para US$ 620 por tonelada.

“O cenário macroeconômico global permaneceu volátil em razão do conflito no Oriente Médio”, afirmou a Braskem no relatório.

Segundo a companhia, o conflito restringiu a disponibilidade de matérias-primas e as exportações de produtos petroquímicos, elevando os preços internacionais das resinas e dos principais químicos.

O petróleo Brent utilizado como referência no documento avançou 30% frente ao primeiro trimestre, para US$ 104 por barril. A nafta ficou 27% mais cara, a US$ 808 por tonelada.

Apesar do aumento dos custos, os preços das resinas subiram em ritmo superior. A referência do polietileno nos Estados Unidos avançou 58% no trimestre, enquanto o polipropileno na Ásia aumentou 36% e o PVC asiático ganhou 47%.

No México, o spread do polietileno atingiu US$ 1.425 por tonelada, alta trimestral de 73% e anual de 98%. Nos Estados Unidos e na Europa, o spread médio do polipropileno cresceu 28% no trimestre e 24% em um ano, para US$ 469 por tonelada.

A principal exceção foi o polipropileno europeu. Nesse mercado, o spread recuou 19% frente ao trimestre anterior e 32% na comparação anual, pressionado pelo aumento do preço do propeno.

Vendas de resinas recuam no Brasil

A taxa de utilização das centrais petroquímicas brasileiras ficou em 70%, avanço de 1 ponto percentual frente ao primeiro trimestre, mas queda de 4 pontos percentuais em relação ao 2T25.

As vendas de resinas no mercado brasileiro somaram 763 mil toneladas. Segundo a Braskem, o desempenho refletiu a maior presença de produtos importados e a priorização de vendas com maior valor agregado.

As exportações de resinas alcançaram 175 mil toneladas, queda de 4% no trimestre e de 23% em um ano. A companhia priorizou o atendimento ao mercado brasileiro e teve menor disponibilidade de produtos para embarques externos.

As vendas de produtos químicos no Brasil recuaram 4% frente ao primeiro trimestre e 5% na comparação anual, para 598 mil toneladas. As exportações, por outro lado, cresceram 55% nas duas comparações, para 60 mil toneladas.

O polietileno verde apresentou crescimento trimestral de 49% nas vendas, para 39 mil toneladas, beneficiado por oportunidades comerciais na Europa. Na comparação anual, entretanto, o volume caiu 19%.

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Braskem reduz atividade no México

O México apresentou a maior queda operacional entre os segmentos da Braskem. A taxa de utilização das plantas de polietileno recuou 12 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre, para 43%.

As vendas somaram 125 mil toneladas, retração de 11% na comparação trimestral e de 20% em relação ao segundo trimestre de 2025.

A companhia atribuiu o desempenho às medidas adotadas para preservar a liquidez da Braskem Idesa. O volume médio de etano importado pelo terminal caiu de 17,8 mil para 14,7 mil barris por dia, enquanto o fornecimento da Pemex recuou de 14,8 mil para 11,8 mil barris diários.

Nos Estados Unidos e na Europa, as vendas ficaram praticamente estáveis frente ao primeiro trimestre, em 499 mil toneladas, e caíram 1% em um ano. A taxa de utilização recuou 3 pontos percentuais no trimestre, para 76%, devido às paradas programadas para manutenção.