O Bitcoin hoje (17) voltou a superar os US$ 64 mil após passar boa parte da sessão sob pressão, em um dia marcado pela queda das ações de semicondutores e pela escalada das tensões no Oriente Médio. Por volta das 14h33, a criptomoeda avançava 0,43%, cotada a US$ 64.043,62, segundo dados do Google Finance.
Durante o pregão, o BTC chegou a cair para perto de US$ 62,5 mil, mas recuperou as perdas no decorrer da tarde. A reação ocorreu mesmo diante do ambiente de maior aversão ao risco global e após três sessões consecutivas de entradas nos ETFs à vista de Bitcoin dos Estados Unidos.
De acordo com Jorge de Almeida, CEO da Brasil Bitcoin, os fundos atraíram aproximadamente US$ 368 milhões no período. O fluxo indica o retorno de investidores institucionais à ponta compradora, embora ainda sem força suficiente para afastar completamente a pressão do cenário externo.
Bitcoin hoje reage após testar os US$ 62,5 mil
O Bitcoin iniciou o dia perto dos US$ 64 mil, mas perdeu força durante a manhã e chegou a operar na região de US$ 62,5 mil. A queda acompanhou a piora do humor nos mercados internacionais, sobretudo com a liquidação de ações ligadas ao setor de semicondutores.
O aumento das tensões no Oriente Médio também reforçou a cautela. O avanço do petróleo e o risco de novas interrupções nas rotas de transporte da região voltaram a alimentar preocupações com inflação e juros elevados por mais tempo.
Apesar desse ambiente, o Bitcoin conseguiu recuperar a região dos US$ 64 mil durante a tarde.
“O ativo cai cerca de 2%, na faixa de US$ 63 mil, mesmo depois de três pregões consecutivos de entrada nos ETFs à vista dos Estados Unidos, que somaram aproximadamente US$ 368 milhões”, afirmou Almeida durante a sessão.
ETFs de Bitcoin voltam a registrar entradas
A sequência de três pregões positivos nos ETFs representa uma mudança em relação às semanas anteriores, quando os fundos chegaram a exercer forte pressão vendedora sobre o mercado.
Segundo o CEO da Brasil Bitcoin, o retorno das entradas mostra que os investidores institucionais voltaram a comprar o ativo, embora o fluxo ainda não tenha neutralizado totalmente a aversão ao risco.
“Isso mostra que o investidor institucional voltou a aparecer na ponta compradora, mas ainda não com força suficiente para neutralizar a aversão a risco global, hoje pressionada pela liquidação das ações de semicondutores e pela escalada do conflito no Oriente Médio”, disse.
A diferença entre a melhora do fluxo institucional e a pressão observada sobre o preço foi o principal ponto do dia. Mesmo com novas entradas nos fundos, o Bitcoin continuou sensível ao desempenho das bolsas americanas e ao cenário geopolítico.
Faixa dos US$ 62,5 mil segue como suporte
A região entre US$ 62,5 mil e US$ 62,8 mil permanece como o principal suporte de curto prazo. Essa faixa está próxima da média móvel de 200 semanas, referência técnica acompanhada pelo mercado durante períodos de correção.
O Bitcoin chegou a testar esse intervalo durante a sessão, mas reagiu e voltou a se aproximar dos US$ 64 mil. Para Almeida, a preservação desse patamar será importante para avaliar se o mercado está conseguindo absorver a oferta.
“O teste mais importante agora está na região de US$ 62,5 mil a US$ 62,8 mil, próxima da média de 200 semanas. Se essa faixa for preservada e o ativo recuperar os US$ 65 mil, ganha força a leitura de que o mercado está absorvendo a oferta”, afirmou.
Caso a recuperação continue, a região dos US$ 65 mil volta a ser a primeira resistência relevante. A perda do suporte, por outro lado, poderia recolocar os níveis mais baixos observados durante a semana no radar.
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Fluxo institucional diverge do preço
A novidade desta sexta-feira foi a divergência entre o comportamento do preço e o fluxo dos ETFs. Enquanto o Bitcoin chegou a cair durante a manhã, os fundos americanos acumulavam três sessões seguidas de entradas.
“Mais do que a queda isolada de hoje, a novidade está nessa divergência: o preço recua, mas o fluxo institucional começou a mudar de direção”, destacou Almeida.
Para os próximos pregões, o mercado deve acompanhar a continuidade das entradas nos ETFs, o desempenho das ações de tecnologia nos Estados Unidos e os desdobramentos das tensões no Oriente Médio. No curto prazo, a disputa permanece concentrada entre o suporte de US$ 62,5 mil e a resistência de US$ 65 mil.






