O Bitcoin hoje (31) era negociado a US$ 78.291,98 por volta das 12h16, com alta de 0,77% no dia. Na referência do Mercado Bitcoin, a criptomoeda valia aproximadamente R$ 408,2 mil.
O ativo caminhava para encerrar agosto com valorização de cerca de 24%, seu melhor desempenho para o mês desde 2017. O resultado ganha relevância porque agosto apresenta um histórico predominantemente negativo para a criptomoeda.
“O desempenho mensal mostra força em um período de sazonalidade historicamente desfavorável. Isso não garante a continuidade da alta, mas indica que o bitcoin conseguiu atravessar um dos meses mais difíceis do calendário com uma estrutura mais positiva”, afirma Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin.
Durante o fim de semana, o BTC não conseguiu superar a barreira dos US$ 80 mil, mas preservou o suporte dos US$ 77 mil mesmo diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Na semana passada, o bitcoin chegou a tocar US$ 81 mil, mas perdeu força ao se aproximar das resistências.
Bitcoin hoje: suporte de US$ 77 mil entra no radar
A região dos US$ 77 mil permanece como o principal suporte de curto prazo. Enquanto o ativo se mantiver acima desse patamar, novas tentativas de rompimento dos US$ 80 mil continuam no radar.
“Acima de US$ 77 mil, a estrutura segue confortável para novas tentativas sobre US$ 80 mil. A perda desse suporte pode levar o BTC para US$ 75 mil e, em uma correção mais profunda, para a média de 200 dias, localizada entre US$ 69 mil e US$ 70 mil”, explica Fontes.
A manutenção do suporte ocorreu mesmo com a piora do cenário geopolítico. Após uma operação americana na região do Estreito de Ormuz, o Irã respondeu com novos ataques, elevando novamente o risco de interrupções no fornecimento global de energia.
O petróleo Brent disparava mais de 5% nesta segunda-feira. A commodity chegou a superar US$ 93 durante o período de maior tensão, antes de devolver parte dos ganhos.
Para o mercado de criptomoedas, o principal canal de transmissão ocorre pela inflação. O petróleo mais caro pressiona custos de energia, transporte e produção, podendo dificultar o controle dos preços pelo Federal Reserve.
Após o discurso mais duro de Kevin Warsh em Jackson Hole e a nova escalada do petróleo, o mercado passou a atribuir uma probabilidade próxima de 60% a uma alta dos juros americanos em setembro. Juros mais elevados tendem a reduzir a liquidez disponível para ativos de maior risco.
ETFs mantêm fluxo comprador
Os ETFs à vista de bitcoin negociados nos Estados Unidos receberam aproximadamente US$ 924,5 milhões na semana encerrada em 28 de agosto, segundo os dados da Farside Investors.
O resultado veio depois da entrada de cerca de US$ 1,92 bilhão na semana anterior, período que coincidiu com a forte valorização da criptomoeda. Embora os fundos tenham registrado retirada líquida de US$ 201,9 milhões na sexta-feira (28), o saldo semanal permaneceu amplamente positivo.
“Em vez de uma grande realização após a disparada, os ETFs mantiveram entradas relevantes na semana seguinte. Isso aumenta a evidência de que o movimento recente teve demanda real e não foi sustentado apenas por um short squeeze ou pelo aumento da alavancagem”, avalia Pedro Fontes.
A continuidade dos fluxos institucionais será um dos principais fatores para uma nova tentativa de rompimento dos US$ 80 mil.
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Solana acelera redução da emissão de SOL
Fora do bitcoin, a Solana aprovou uma mudança que dobra o ritmo de redução da inflação anual da rede. A proposta SIMD-0550 antecipa de 2032 para 2029 a chegada à emissão mínima de 1,5% ao ano.
Pelas estimativas apresentadas na proposta, a alteração reduzirá a criação de novos tokens em aproximadamente 18,9 milhões de SOL ao longo dos próximos seis anos. A emissão menor pode favorecer a dinâmica de oferta do ativo caso a demanda pela rede continue crescendo.






