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Agronegócio: margens da carne bovina se recuperam com exportações aquecidas, diz BB

Agronegócio: margens da carne bovina se recuperam com exportações aquecidas, diz BB

A avaliação é do BB Investimentos em relatório sobre o desempenho das principais commodities agrícolas

O agronegócio brasileiro teve na cadeia da carne bovina o principal destaque de junho. Impulsionado pelo avanço das exportações, especialmente para a China, e pela redução dos custos com a arroba do boi gordo, o setor registrou forte recuperação das margens, aproximando a rentabilidade dos níveis observados no primeiro semestre do ano passado. A avaliação é do BB Investimentos em relatório sobre o desempenho das principais commodities agrícolas.

Segundo o banco, o cenário positivo para os frigoríficos contrasta com o comportamento dos grãos, cujas cotações seguiram pressionadas pela elevada oferta global e pelas boas perspectivas para a safra norte-americana.

“Os abates totais avançaram marginalmente, enquanto o abate de fêmeas continuou desacelerando. A arroba bovina recuou levemente, diante da maior oferta e das elevadas escalas de abate em Mato Grosso. As exportações seguiram fortes, com preços médios em alta, ao passo que os preços domésticos recuaram”, diz trecho do relatório.

Carne em alta

As exportações de carne bovina cresceram em junho tanto em volume quanto em preços médios na comparação com maio e com o mesmo período de 2025. A China permaneceu como principal destino da proteína brasileira, respondendo por 56,6% dos embarques.

Ao mesmo tempo, a arroba do boi gordo registrou leve recuo em função da maior oferta de animais e das escalas de abate mais elevadas em Mato Grosso. Para o BB Investimentos, a combinação entre custos menores e preços mais altos nas exportações proporcionou uma forte expansão dos spreads da indústria, favorecendo a recuperação das margens ao longo do primeiro semestre.

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O banco observa ainda que o volume total de abates avançou marginalmente em junho, enquanto o ritmo de abate de fêmeas continuou desacelerando, movimento acompanhado de perto pelo mercado por seus impactos sobre o ciclo pecuário.

Soja e milho

Enquanto a pecuária mostrou melhora, o mercado de grãos permaneceu sob pressão. A soja encerrou junho com queda de 5,8% na Bolsa de Chicago, refletindo as boas condições das lavouras nos Estados Unidos e a ampla disponibilidade de grãos na América do Sul.

Apesar disso, o preço da oleaginosa no Brasil avançou 2,6%, sustentado pela valorização do dólar frente ao real e pela recuperação dos prêmios de exportação. No milho, a colheita da segunda safra brasileira aumentou a oferta no mercado doméstico, provocando queda de 1,7% nos preços no Porto de Paranaguá, enquanto as cotações em Chicago recuaram 7,7% no mês.

O BB Investimentos também destacou o relatório Acreage, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que revisou para cima a área plantada com soja no país, agora projetada em 5% acima da registrada no ano passado. Para o milho, a estimativa permaneceu praticamente inalterada em relação às intenções de plantio divulgadas em março.

Frango e suíno

Entre as demais proteínas, o mercado de frango continuou apresentando recuperação gradual. As exportações recuaram levemente na comparação mensal, mas permaneceram aquecidas, sustentando o avanço dos preços médios no mercado internacional e uma melhora das margens da indústria.

Já a carne suína segue enfrentando um ambiente mais desafiador. Embora os embarques tenham aumentado em relação a maio, eles continuam abaixo dos níveis registrados um ano antes. Segundo o BB Investimentos, a combinação de preços ainda enfraquecidos e custos elevados continua pressionando a rentabilidade do setor.

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