Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Investimentos no inventário: descubra aqui quais não entram na partilha dos bens

Investimentos no inventário: descubra aqui quais não entram na partilha dos bens

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

18 Fev 2022 às 23:04 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

18 Fev 2022 às 23:04 · 5 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Pixabay

Quando o assunto é sucessão patrimonial, é comum que existam dúvidas, em especial sobre os investimentos no inventário.

Embora esse não seja um assunto dos mais agradáveis, é fundamental pensar no que acontecerá com os bens depois da morte. Inclusive há casos em que o patrimônio cai no esquecimento. Ou seja, não é reivindicado por nenhum membro familiar.

Por isso, ao planejar os seus investimentos no inventário, você poderá evitar problemas legais e financeiros a herdeiros e dependentes. Isso os ajudará muito no momento que precisarão lidar também com a perda emocional.

Como tratar os investimentos no inventário?

Antes de mais nada, é importante saber o que acontece com os investimentos depois da morte do titular.

Como vimos, há casos em que os familiares não sabem que existe uma carteira de investimentos. Dessa forma, muitas instituições financeiras não são avisadas sobre o óbito. Logo, os familiares acabam não resgatando o patrimônio que é seu por direito.

Por outro lado, há casos em que os investidores não possuem herdeiros diretos, seja cônjuge, ascendentes ou descendentes. Nessa situação, os recursos do falecido acabam indo para o Estado.

Uma das alternativas para administrar os bens e evitar que o patrimônio se perca é por meio de uma holding patrimonial. Isso porque essas empresas têm o objetivo justamente facilitar aspectos relacionados à gestão de bens familiares.

Investimentos que não entram no inventário

Agora, vejamos alguns investimentos que não entram no inventário.

Previdência privada

Na verdade, o objetivo da previdência privada não é, exatamente, ser um investimento, mas sim ser utilizada para fins de aposentadoria complementar. Além disso, ela pode ser um bom instrumento de planejamento sucessório, pois não precisa passar por inventário.

Em relação aos planos de previdência privada, as duas modalidades disponíveis no mercado são o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres).

O PGBL é indicado para quem utiliza o formulário completo do Imposto de Renda e tem o tributo descontado na fonte. Isso porque a modalidade permite dedução de despesas médicas, com dependentes, educação, entre outras.

No PGBL, o IR incide sobre o total aplicado (capital + rendimentos). No entanto,  pode-se restituir até 12% do rendimento bruto tributável no ano

Já no caso do VGBL, não há previsão de dedução do IR, logo é mais indicada para quem faz a declaração no modelo simplificado. Porém, a tributação incide somente sobre o rendimento do fundo.

Outra vantagem da previdência privada são os benefícios tributários que a modalidade oferece ao longo da aplicação. Mas é importante conferir a incidência de ITCMD, pois alguns estados cobram esse tributo nos planos de previdência.

Uma dica de especialistas é ter um plano de previdência privada de valor compatível com os custos do processo sucessório. Isso porque os herdeiros podem, a qualquer tempo, sacar a previdência sem precisar esperar pelo inventário. Dessa forma, ela funciona como uma espécie de reserva para fazer frente a esses gastos.

Fundos fechados

Por definição, os fundos fechados são aqueles que possuem capital fixo e duração definida. Dessa forma, eles não permitem o resgate de cotas e nem a entrada de novos investidores.

Em relação à sucessão patrimonial, esses fundos podem ser uma boa alternativa, principalmente no caso de famílias com maior patrimônio. Isso porque eles permitem que o investidor doe as cotas aos herdeiros ainda em vida. Dessa forma, a partilha desses ativos fica livre do inventário.

É importante destacar que, mesmo que não haja a doação das cotas, os recursos desses fundos continuam sob gestão profissional mesmo durante o inventário. Nesse caso, há apenas a limitação de novos aportes ou resgates até a definição sobre a partilha das cotas.

Outra vantagem dos fundos fechados é a não incidência do “come-cotas”, que é o IR semestral incidente sobre outros tipos de fundos.

Fundos imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários funcionam como condomínios fechados e, por isso, suas cotas podem ser transmitidas como doação. Ou seja, quando as cotas são doadas em vida, elas não entram no inventário e, dessa forma, facilita-se o processo de sucessão patrimonial.

Além disso, os FIIs possibilitam a exploração patrimonial dos bens familiares, seja por venda ou locações. Ou seja, é também uma forma de rentabilizar os ativos da família, e cada herdeiro tem participação nos ganhos proporcional às suas cotas.

Outras alternativas aos investimentos no inventário

Embora não seja um investimento, cabe também falarmos sobre o seguro de vida no planejamento sucessório. Isso porque, assim como previdência privada, o seu valor não entra no inventário.

Além disso, não incide impostos sobre o seguro de vida. E, quando acionado, o capital segurado é pago em até 30 dias com liquidez imediata.

No caso de sucessão patrimonial de empresas, a própria empresa se torna a beneficiaria do seguro. Dessa forma, quando há um acordo de acionistas, os recursos do seguro podem ser usados para comprar as cotas dos herdeiros.

Já no caso de pessoas físicas, o mais indicado é o seguro no qual se compra um capital para a vida toda, com prêmio nivelado e relação unilateral. Isso significa que somente o contratante pode cancelar o seguro. Ou seja, não há risco de a seguradora fazer o cancelamento no momento que o segurado tiver idade mais avançada e não contratar novas coberturas.

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias